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Romney questiona circunstâncias da morte de dissidente cubano

As circunstâncias envolvendo a morte do dissidente cubano Oswaldo Payá “geram dúvidas” sobre a conduta do “regime despótico” de Havana, afirmou nesta segunda-feira o candidato republicano à Presidência americana, Mitt Romney.

“As circunstâncias que cercam a morte de Payá novamente geram dúvidas sobre o padrão de conduta do regime despótico (cubano), que busca constantemente formas de aniquilar a dissidência interna”, ressaltou Romney em um comunicado.

As suspeitas de Romney seguem os questionamentos feitos por uma filha de Payá, por grupos dissidentes em Cuba e de exilados cubanos em Miami sobre a versão oficial da morte do dissidente, que morreu no domingo em um acidente de trânsito próximo à cidade de Bayamo, 744 km a sudeste de Havana.

Romney, que enfrentará o presidente democrata Barack Obama nas eleições de novembro, afirmou que “a comunidade internacional deve exigir que sejam determinados com exatidão os fatos relacionados à morte de Payá e que qualquer testemunha seja protegida”.

Um outro cidadão cubano morreu no acidente, enquanto um espanhol e um sueco ficaram feridos.

O candidato republicano considerou Payá uma “das vozes mais firmes e respeitadas” da “luta pela liberdade” em Cuba.

Romney criticou no passado as políticas de Obama em relação a Cuba e afirmou que, se vencer as eleições em novembro, o regime cubano “sentirá o peso de toda a firmeza americana”.

O governo de Obama lamentou nesta segunda-feira a morte de Payá, ressaltando o seu “incansável” trabalho pelos direitos humanos em Cuba.