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Romney enfrenta New Hampshire de olho na Carolina do Sul

Próxima etapa das primárias republicanas, nesta terça, já é vitória garantida para o pré-candidato, que enfrentará seu grande desafio no estado mais conservador

Por Gabriela Loureiro 10 jan 2012, 06h26

“Os conservadores ainda não acreditam que Romney é um deles. Eles veem as suas constantes mudanças de postura como evidência de desonestidade e acham que ele é um político que dirá qualquer coisa para ser eleito.”

Darrell West, diretor dos estudos de governo da Brookings Institution

Uma semana depois do caucus de Iowa, é a vez dos republicanos de New Hampshire escolherem, nesta terça-feira, o seu candidato para enfrentar o atual presidente e democrata, Barack Obama, nas eleições presidenciais de novembro. Pesquisas indicam vitória certa – e folgada, dessa vez – de Mitt Romney. Por isso, o pré-candidato já está com a cabeça no processo seguinte, no próximo dia 21, na Carolina do Sul. Isso porque se ele vencer no estado com um eleitorado majoritariamente conservador, a disputa estará praticamente encerrada, afirmam analistas consultados pelo site de VEJA. “O verdadeiro teste acontece em Carolina do Sul. Se Romney vencer lá, estará tudo acabado. Se não vencer, ele ainda pode se tornar o favorito, mas os republicanos enfrentarão uma longa luta para a nomeação do candidato”, observa Allan Lichtman, professor de história da Universidade Americana, em Washington, cuja fórmula de previsão eleitoral acertou todos os resultados no país desde 1984.

Infográfico: Os republicanos que querem o lugar de Barack Obama

Para Lichtman, Romney ainda é a melhor aposta entre os republicanos, apesar de ter superado Rick Santorum por uma diferença de míseros oito votos em Iowa. “É claro que ele está muito melhor agora, depois de vencer em Iowa, mas ele não venceu direito, ficou quase empatado com um candidato semi-desconhecido como Santorum”, ressalva o especialista. Mesmo assim, enquanto os anti-Romney estiverem divididos entre Ron Paul, Rick Santorum e Newt Gingrich, o pré-candidato mais moderado não será ameaçado, salienta o especialista em eleições americanas da Brookings Institution, Thomas Mann. “Se eles continuarem na disputa, dividindo as preferências do eleitorado mais conservador, são muito grandes as chances de Romney obter a nomeação”, afirma. Serão mais de 50 prévias até agosto, quando uma convenção do partido divulga oficialmente o nome de quem seguirá na corrida à Casa Branca. Confira as principais datas do processo abaixo:

Desvantagem – O principal obstáculo para Romney ainda é desconfiança dos republicanos mais extremistas – eleitores naturais de Rick Santorum e Ron Paul. “Os conservadores ainda não acreditam que Romney é um deles. Eles veem as suas constantes mudanças de atitude como evidência de falta de convicção e acham que é um político que dirá qualquer coisa para ser eleito”, analisa Darrell West, diretor dos estudos de governo da Brookings Institution.

Foi por isso que Santorum se transformou nos últimos dias em um adversário a ser temido. Depois de sair da obscuridade da Pensilvânia (único estado onde era conhecido), foi escolhido pelos republicanos mais radicais como a última alternativa contra Romney. “Santorum demonstrou capacidade para vencer em um estado inteiro”, ressalta West. O problema, de acordo com os analistas, é que a organização da campanha de Santorum ainda é fraca – além de pobre – em comparação com a de Romney. E ele gastou muito do pouco tempo e dinheiro que tinha em Iowa. Agora, precisaria correr muito para vencer em outros estados.

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