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Romney diz que endurecer controle de armas não evitará massacres

Washington, 23 jul (EFE).- O virtual candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, Mitt Romney, afirmou nesta segunda-feira que executar leis mais estritas sobre o controle de armas não teria impedido o massacre que aconteceu na sexta-feira passada em um cinema da cidade de Aurora, no Colorado.

‘Sigo acreditando que a Segunda Emenda é o caminho correto para proteger-se e defender-se, e não acho que uma nova legislação mude este tipo de tragédia’, disse o ex-governador de Massachusetts em entrevista concedida à rede de televisão ‘CNBC’.

‘Nosso desafio não são as leis, nosso desafio são as pessoas que, obviamente, estão fora da realidade e fazem coisas impensáveis, inimagináveis, inexplicáveis’, acrescentou.

A Segunda Emenda da Constituição legaliza o direito dos americanos à posse de armas e a Corte Suprema sempre se mostrou a favor das tentativas de alguns estados e cidades em limitá-lo.

O massacre do Colorado, que provocou a morte de 12 pessoas, é o que mais vítimas causou na história dos Estados Unidos entre mortos e feridos, um total de 71, e reabriu o debate sobre a posse de armas no país.

Romney insistiu que os legisladores deveriam esperar e não apressar-se em mudar a política de controle de armas após o episódio ocorrido no Colorado.

‘Sou um firme defensor da Segunda Emenda e também acho que, com as emoções tão à flor de pele, este não é realmente o momento para falar da política associada com o que ocorreu em Aurora’, continuou.

O presidente dos EUA, Barack Obama, visitou ontem as vítimas do tiroteio, mas evitou questionar as leis que permitiram ao atirador adquirir seu arsenal.

Momentos antes de chegar a Aurora, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney assegurou que o presidente acredita que é preciso ‘tomar medidas para manter as armas longe do alcance de pessoas que não deveriam ter acesso a elas com as leis existentes’, mas Obama não tocou no assunto.

No final de 2011, 73% dos americanos se mostrava contra a proibição da posse de armas de fogo no país aos cidadãos que não sejam membros da polícia ou tenham uma autorização especial, segundo uma enquete do Instituto Gallup.

O estudo destacou que o 26% favorável a proibir a posse de armas marcou um recorde mínimo em 2011, já que 20 anos atrás a opinião favorável à proibição era de 41%. EFE