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Rodney King, símbolo dos distúrbios raciais nos EUA, sepultado

Por Joe Klamar - 1 jul 2012, 10h12

Rodney King, que foi agredido por policiais no início dos anos 90, situação que provocou um dos piores incidentes raciais da história dos Estados Unidos, foi sepultado no sábado em Los Angeles, duas semanas depois de sua morte.

O reverendo Al Sharpton, defensor dos direitos dos negros, chamou King de “símbolo do perdão” antes do funeral, celebrado no cemitério Forest Lawn-Hollywood Hills, zona norte da cidade.

“As pessoas não deveriam ser julgadas pelos erros que cometem, e sim pela forma como os superam”, disse o religioso, para quem “Rodney superou seus erros”.

Laura Dane King, 28 anos, uma das filhas de Rodney, afirmou que ele era um “grande pai, um grande amigo, que amava a todos”.

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King foi encontrado morto aos 47 anos na piscina de sua casa em 17 de junho.

Rodney King tornou-se símbolo das tensões raciais nos Estados Unidos depois que seu espancamento pela polícia de LA foi filmado. Os policiais envolvidos foram absolvidos em 29 de abril de 1992, causando dias de revoltas mortais em Los Angeles.

Ao fazer declarações antes do aniversário de 20 anos das revoltas que deixaram mais de 50 mortos, King disse que o racismo ainda precisava ser vencido no país.

“Sempre haverá algum tipo de racismo. Mas cabe a nós como indivíduos neste país olhar para trás e ver todas as conquistas até agora”, disse à CNN.

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Questionado sobre o que sentia em relação aos policiais que o espancaram, disse: “Eu os perdoei, porque a América me perdoou tantas vezes e me deu tantas chances”.

“É necessário uma segunda chance, e eu a tive”, disse King, que teve vários problemas com a lei desde 1992.

“Tenho muito respeito (pela polícia), muito respeito (…) por alguns deles, que fizeram esforços para se reconciliar comigo durante estes anos. Nem todo mundo é mau”, afirmou.

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