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Rival de Boris Johnson no Reino Unido nega acusação de antissemitismo

Rabino-chefe do país, Ephraim Mirvis publica artigo no qual afirma que judeus estão "dominados pela ansiedade" frente a possível eleição de Jeremy Corbyn

Por Da Redação - 26 nov 2019, 18h14

Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista no Reino Unido, negou nesta terça-feira, 26, as acusações de antissemitismo contra ele próprio e sua legenda feitas um dia antes pelo rabino-chefe britânico, Ephraim Mirvis

O rabino escreveu em uma coluna no jornal britânico The Times que Corbyn e seu partido foram profundamente manchados por atitudes antissemitas difundidas. “A maneira pela qual a liderança lidou com o racismo antijudaico é incompatível com os valores britânicos dos quais temos tanto orgulho – de dignidade e respeito por todas as pessoas”, escreveu ele.

Mirvis também sugeriu que Corbyn não é “adequado para o cargo” de primeiro-ministro, quebrando sua postura tradicional de não comentar sobre política partidária. Ele disse que os judeus da Grã-Bretanha estão “dominados pela ansiedade” sobre a possível eleição do político.

O líder trabalhista é um conhecido defensor dos direitos palestinos e crítico do governo israelense. Por vezes, simpatiza com queixas de grupos como o Hamas e o Hezbollah, a quem chamou de “amigos”, reporta o jornal americano The New York Times.

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Jeremy Corbyn abordou as acusações enquanto respondia a perguntas em um evento de campanha nesta terça-feira, pouco mais de duas semanas antes da eleição britânica de 12 de dezembro, e negou que ele ou seu partido tenham atitudes antissemitas.

O trabalhista disse que, caso se torne primeiro-ministro, quer que o governo tenha uma “porta aberta” para todos os líderes religiosos. Completou que convidaria Mirvis e outros líderes religiosos “a falar conosco sobre quais são suas preocupações” e disse que nenhuma comunidade se sentiria em risco por causa de sua fé.

A coluna foi publicada no dia em que o partido estava lançando sua plataforma “raça e fé” como parte de sua campanha para conquistar eleitores com opiniões sobre tolerância e igualdade. Promessas incluem ensinar às crianças o legado do império britânico, incluindo a escravidão e o colonialismo, e taxar ataques a locais de culto como um crime específico agravado, reporta a agência Associated Press.

Fora do evento de lançamento, os manifestantes colocaram cartazes anti-trabalhistas, incluindo um que dizia: “Um voto a favor do trabalho é um voto ao racismo”.

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