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Richard Branson usa caridade para ajudar o Zimbábue

Milionário fundador do Virgin Group anuncia novo empreendimento filantrópico

Por The New York Times 21 set 2010, 11h00

Richard Branson está desafiando a sabedoria convencional, mais uma vez. Branson, o milionário fundador do Virgin Group – uma coleção de empresas populares entre os consumidores ao redor do mundo -, anunciou um novo empreendimento filantrópico, que pretende colocar o Zimbábue de pé.

O Zimbábue é considerado um dos países mais difíceis de se ajudar na África. Seu produto interno bruto caiu para 1,8 bilhão de dólares depois de chegar a 13 bilhões de dólares, a taxa oficial de desemprego é de 90% e o presidente, Robert Mugabe, é notório pela repressão a seus adversários políticos.

Onde outros vêem um estado tristemente falido, Branson vê esperança. Ele criou a Enterprise Zimbábue com a Fundação Nduna e a Humanity United, uma organização apoiada por Pam Omidyar, a mulher do fundador do eBay. “Desde o governo de coalizão estabelecido anos atrás as coisas mudaram”, disse Branson. “A maioria das crianças tem agora escolas, e hospitais estão sendo abertos, assim como enfermeiros têm recebido salário.”

Ajuda financeira A Enterprise Zimbábue têm atraído dinheiro que ajuda essas coisas acontecerem e agora quer mais. Fundada em silêncio um ano atrás, terá sua estreia oficial nesta terça-feira durante um dos maiores encontros de milionários e outras pessoas ricas dedicadas a fazer mudanças sociais, a Clinton Global Initiative.

Dada a história recente do país, a maioria dos doadores, compreensivelmente, acredita que a infraestrutura do Zimbábue a a capacidade de usar as doações de forma eficiente foram destruídas, mas Amy Robbins, da Fundação Nduna, disse que as escolas, hospitais e outras organizações civis simplesmente não têm dinheiro.

“Minha maior frustração é que existam todos esses equívocos sobre o país”, disse Robbins, cuja fundação envia dinheiro a áreas atingidas por conflitos e suas consequências. “O Zimbábue é de longe o país mais estável, mais seguro, menos problemático em que trabalhamos.”

Ela disse que o país agora usa dólares, o que torna o investimento e o apoio mais fácil. A Enterprise Zimbábue atraiu até agora 1,5 milhão de dólares de outro grupo filantrópico, o Absolute Return for Kids, uma instituição internacional de caridade focada na melhoria de vida das crianças em todo o mundo, e apoiou uma iniciativa da Unicef para distribuir 13,2 milhões de livros didáticos em escolas primárias.

Investimentos – Isabella Matambanadzo, executiva-chefe da Enterprise Zimbábue, nascida no país, disse que, com os serviços sociais como escolas e hospitais voltando a funcionar. O objetivo da organização é atrair não apenas ajuda filantrópica, mas também investimentos em dinheiro que podem ser usados para apoiar empresas.

“Minha mãe dirige a clínica da universidade”, disse Isabella. “Um dos melhores dias que já vivi foi quando minha mãe chegou em casa e contou que tínhamos remédios, água e energia.” Ela disse que muitas pequenas e médias empresas em setores como agricultura e mineração estavam ansiosas para construir essas melhorias. “Há ainda a possibilidade de turismo agora, e para as microfinanças no mercado de massa.”

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