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Revolta dos opositores coloca o Egito à beira da revolução

Um megaprotesto promete parar o Cairo e dar impulso ao movimento de oposição a Hosni Mubarak. E o governo teme perder controle sobre situação

Por Da Redação
28 jan 2011, 07h27

Pouco antes do início dos protestos contra o governo, na madrugada desta sexta, a internet saiu do ar no país todo. Também há relatos de que os telefones celulares pararam de funcionar no Egito. A manifestação começaria depois das orações nas mesquitas

O Egito vive um dia decisivo nesta sexta-feira. Um megaprotesto no Cairo promete unir os opositores do ditador Hosni Mubarak e dar o impulso final para uma troca de poder. O cenário explosivo deixa o país à beira de uma revolução: com uma mobilização cada vez maior em favor da queda de Mubarak, o governo teme perder o controle da situação. Apesar da reação violenta da polícia às manifestações – pelo menos sete pessoas morreram em três dias de marchas pela democracia no Cairo e em outras cidades -, os opositores garantem que não cogitam recuar.

Pouco antes do início dos protestos contra o governo, na madrugada desta sexta, a internet saiu do ar no país todo. Durante a tarde, usuários do país já relatavam uma lentidão acima do normal para acessar e atualizar dados em redes sociais. No começo da noite, os serviços – usados pelos manifestantes para convocar a participação dos amigos nos protestos – já tinham saído do ar. Também há relatos de que os telefones celulares pararam de funcionar no Egito. O megaprotesto está marcado para depois do meio-dia desta sexta (no horário local, 8 horas em Brasília), após as orações de sexta nas mesquitas.

Também pela manhã, pelo menos sete dirigentes do grupo Irmandade Muçulmana – que tem grande influência na sociedade e na política – foram detidos no Cairo. As detenções ocorreram na sede da organização – que, mesmo sendo considerada ilegal, é de certa forma tolerada pelo governo. As fontes ouvidas pelas agências de notícias internacionais não descartaram que possam ter acontecido outras detenções em casas e em outros escritórios do movimento. Apesar do aviso de que seriam presos se participassem das manifestações, integrantes do grupo se infiltraram nos protestos.

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Movimento – Espera-se uma multidão ainda maior que a da manifestação da última quarta-feira, quando mais de mil pessoas foram detidas pela polícia. Elas foram às ruas protestar contra as medidas de aumento no preço dos alimentos, os crescentes índices de desemprego e a corrupção profunda do governo de Mubarak, no poder desde 1981. Batizada de “dia da revolta”, a manifestação começou na terça e foi organizada pela internet, inspirada no movimento que tirou do poder o presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Ali, no último dia 14 de janeiro.

Entre as centenas de detidos por envolvimento nos protestos, pelo menos 40 pessoas são acusadas de tentativa de derrubar o regime. Na quarta-feira, os Estados Unidos – país aliado do Egito – se declararam favoráveis à liberdade de expressão do povo egípcio. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu ao governo egípcio que não reprima os protestos pacíficos ou bloqueie as comunicações, incluindo redes sociais como o Facebook e o Twitter. Ela disse que as manifestações deram às autoridades egípcias “uma importante oportunidade” para adotar reformas.

(Com agências France-Presse e EFE)

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