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Reunião do G20 termina sem consenso sobre guerra na Ucrânia

Conflito completou um ano e as hostilidades continuam, com novo pacote de sanções contra a Rússia aprovado pela União Europeia

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 fev 2023, 12h27
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O encontro de líderes financeiros do G20, realizado na Índia, terminou neste sábado (25) sem um consenso a respeito do conflito na Ucrânia. Em comunicado ao final da reunião, o presidente do G20 disse que a declaração exigindo a retirada da Rússia da Ucrânia foi endossada por todos os membros, exceto Moscou e Pequim. Um comunicado conjunto, no entanto, foi vetado pela China.

O país asiático tem adotado uma postura de tentar mediar o conflito. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acolheu alguns elementos de uma proposta chinesa de cessar-fogo na guerra da Rússia contra a Ucrânia, mas disse que apenas o país onde a guerra está sendo travada pode dar início a um plano de paz.

A iniciativa também foi elogiada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, que pretende visitar a China em abril, e um de seus objetivos é acelerar as discussões de paz. “A China deve nos ajudar a pressionar a Rússia para que ela nunca use armas químicas ou nucleares, esforço que a China já fez, e que pare sua agressão como pré-condição para as negociações”, disse Macron.

A União Europeia também aprovou um novo pacote de sanções, que abordam o setor bancário, o acesso da Rússia à tecnologia que pode ser usada para fins civis e militares e tecnologias avançadas. O diplomata do bloco Joseph Borrell afirmou ao jornal inglês The Guardian que novos pacotes de sanções continuarão a ser aplicados pelo tempo que for necessário até que a invasão chegue ao fim.

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O conflito acaba de completar um ano, e as hostilidades continuam. De acordo com oficiais ucranianos, ataques na região de Kherson deixaram três civis feridos. No sábado, a Rússia cortou o fornecimento de petróleo à Polônia. A maior empresa do país, a PRK Olen, afirmou que os suprimentos pararam de ser enviados pelo oleoduto de Druzhba, mas o CEO, Daniel Obajtek, afirmou no Twitter que nenhum consumidor será prejudicado e que eles estão preparados para dar conta da demanda a partir de outras fontes de suprimentos.

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