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Resultado das eleições pode atrasar, dizem autoridades

Uma das razões é a incerteza sobre o estado de saúde do ex-ditador Mubarak

Por Da Redação - 20 jun 2012, 16h08

Autoridades egípcias podem atrasar o anúncio do vencedor das eleições presidenciais egípcias, esperado para quinta-feira, afirmou nesta quarta um oficial da comissão eleitoral do país segundo o site Huffington Post. O possível atraso se deve à grande quantidade de reclamações dos dois candidatos, que levantam denúncias de fraude, e também às incertezas sobre o estado de saúde do ex-ditador Hosni Mubarak, que chegou a ser declarado morto na terça-feira.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então ditador Hosni Mubarak, que renunciou no dia 11 de fevereiro de 2011.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak, que foi condenado à prisão perpétua acusado de premeditar e ordenar esses assassinatos.
  3. • A Junta Militar assumiu o comando do país após a queda do ditador e prometeu entregar o poder ao novo presidente, escolhido em eleição, até o dia 30 de junho.

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De acordo com a reportagem, caso a comissão eleitoral postergue de fato o anúncio do vencedor, a tensão criada após os dois candidatos reivindicarem a vitória pode aumentar. A campanha do ex-primeiro-ministro de Mubarak, Ahmed Shafiq, afirma que ele venceu com 51,5% dos votos, enquanto a equipe do candidato islamita Mohammed Morsi garante que o vencedor é ele, com 52% dos votos.

Dezenas de milhares de egípcios da Irmandade Muçulmana protestaram na Praça Tahrir na terça-feira contra a notícia da dissolução do Parlamento.

Mubarak – Enquanto isso, o verdadeiro estado de saúde do ex-ditador segue um mistério. Mais cedo, fontes médicas informaram que as próximas 72 horas serão cruciais para a sobrevivência de Mubarak,que está em coma desde a noite de terça-feira, após sofrer uma trombose cerebral. Apesar de não estar em coma profundo e ter chances de sobreviver, Mubarak corre o risco de não recuperar todas as suas capacidades intelectuais e físicas, além de sofrer sequelas na capacidade de concentração e na visão.

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