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Restos mortais são encontrados no casco do Costa Concordia

Testes devem confirmar se restos pertencem a duas vítimas que desapareceram à época do naufrágio

Mergulhadores encontraram nesta quinta-feira restos mortais no interior do casco do transatlântico Costa Concordia, que naufragou em janeiro de 2012, matando 32 pessoas. Nas semanas seguintes à tragédia, trinta corpos foram resgatados do mar. Exames de DNA vão confirmar, portanto, se os restos localizados nesta quinta pertencem às vítimas desaparecidas, o garçom indiano Russell Rebello, que trabalhava no navio, e a passageira italiana Maria Grazia Trecarichi.

O anúncio da descoberta foi feito pela Defesa Civil Italiana, segundo a rede americana CNN. Os corpos encontrados na parte central da embarcação. As buscas pelas vítimas desaparecidas foram retomadas na semana passada, após o navio ser desvirado em uma gigantesca operação de engenharia.

Acidente – O naufrágio ocorreu na noite de 13 de janeiro de 2012. Após se chocar contra rochas ao longo da ilha Giglio, no Oeste da Itália, a embarcação de 114 500 toneladas, 57 metros de altura e 290 metros de comprimento virou e afundou.

O capitão do navio, Francesco Schettino, foi apontado como um dos principais responsáveis pelo acidente. Ele está sendo julgado por uma corte italiana. Além de ser acusado de aproximar demais o transatlântico da costa, provocando o choque, o capitão ainda deixou o local antes que todos os tripulantes e passageiros fossem salvos.

Um áudio em que o comandante Gregorio Maria De Falco, da Capitania dos Portos de Livorno, ordena a Schettino que volte ao navio e informe quantas pessoas precisam de resgate foi divulgado dias depois do desastre. Schettino tenta se esquivar e irrita a autoridade marítima. “Você está se recusando?”, pergunta De Falco. “Volte a bordo, c***!!”

Após a divulgação, a frase passou a estampar camisetas e uma série de quinquilharias na Itália.

Apelidado pela imprensa italiana de “capitão covarde” ou “o homem mais odiado” do país, Schettino enfrenta múltiplas acusações, dentre as quais homicídio culposo múltiplo, abandono de navio, naufrágio, omissão de socorro e danos ao meio ambiente. Até o momento, cinco pessoas foram condenadas, sendo quatro tripulantes e o diretor da empresa proprietária da embarcação.

As penas variam de dois anos e dez meses a um ano e meio de prisão. No entanto, nenhum dos condenados foi preso, pois as penas inferiores a dois anos de prisão foram suspensas. No caso das mais longas, cabe apelação, com a possibilidade de serem substituídas por serviços comunitários.