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Resgate de navio preso na Antártida é adiado novamente

Embarcação russa com 74 pessoas a bordo encalhou no gelo antes do Natal

A última tentativa de resgatar as 74 pessoas a bordo do navio russo Akademik Shokalskiy, encalhado há mais de uma semana na Antártida, foi novamente adiada nesta quinta-feira. Apesar da melhora nas condições climáticas, que aumentou o otimismo para um possível resgate, as autoridades australianas que coordenam a operação concluíram que a espessura da camada de gelo na região impossibilitaria uma das etapas do plano de socorro.

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Autoridades australianas planejavam utilizar um helicóptero estacionado no navio chinês Xue Long para resgatar, em uma série de viagens, os 52 passageiros da embarcação russa – todos os 22 tripulantes continuariam no navio. Em seguida, uma barca levaria todos eles do navio chinês para a embarcação quebra-gelo australiana Aurora Australis, onde os passageiros fariam o último trecho da rota até chegar à Ilha da Tasmânia, ao sul da Austrália, em meados de janeiro.

O plano foi frustrado quando o gelo bloqueou nesta quinta-feira o caminho da barca que faria o percurso entre os dois navios. A autoridade marítima disse que como o quebra-gelo australiano não foi construído para suportar um pouso de helicóptero, parece improvável que os passageiros sejam resgatados nesta quinta-feira. “Esse resgate é uma operação complexa, envolvendo uma série de passos. Operações na Antártida sempre são dependentes do clima e do gelo e as condições podem mudar rapidamente”, afirmou a Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA), em comunicado.

Presos no gelo – O navio russo, que transporta cientistas e turistas, muitos deles australianos, e a tripulação russa, ficou preso no gelo na véspera de Natal. Apesar de não poder se mover, o Akademik Shokalskiy não corre risco de afundar e possui suprimentos para os passageiros se manterem por semanas.

Três navios quebra-gelo já tentaram chegar ao navio russo, mas todos falharam. O Aurora Australis conseguiu alcançar uma distância de 20 quilômetros do navio russo na segunda-feira, mas fortes ventos e a neve forçaram a embarcação a recuar para o mar aberto.

(Com Estadão Conteúdo)