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Republicanos podem encerrar impeachment de Trump sem novas testemunhas

Democratas parecem não ter mais número suficiente de votos para prosseguir com a convocação de depoimentos no processo no Senado

Por Da Redação Atualizado em 31 jan 2020, 11h12 - Publicado em 31 jan 2020, 10h21

Um dos mais importantes senadores republicanos dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira 30 sua intenção de bloquear a convocação de novas testemunhas no julgamento do impeachment de Donald Trump, ampliando a possibilidade do caso ser encerrado ainda nesta semana.

Lamar Alexander, senador pelo Tennessee, estava entre os quatro republicanos que poderiam apoiar os democratas na intimação de novos depoimentos que poderiam prejudicar Trump. O legislador, contudo, rejeitou qualquer possibilidade de apoiar a causa na noite de quinta.

Porém, Alexander reconheceu que Trump agiu de maneira inadequada ao pressionar a Ucrânia a buscar informações sobre seus adversários políticos e condicionar a liberação de uma ajuda militar de 391 milhões de dólares à abertura de uma investigação. Segundo o senador, as ações do presidente foram “inapropriadas” e “frívolas”.

“Não há necessidade de mais evidências para provar algo que já foi comprovado e que não atende aos altos padrões da Constituição dos Estados Unidos para um crime passível de impeachment”, disse Alexander em um comunicado. “Acredito que a Constituição prevê que o povo tome uma decisão [sobre o caso] nas eleições presidenciais que começam em Iowa na segunda-feira”.

A primeira fase das primárias eleitorais americanas começam na próxima semana no estado de Iowa. As primárias nos Estados Unidos servem para escolher os candidatos que representarão cada um dos partidos nas eleições gerais de novembro.

  • A crucial votação sobre a possibilidade de serem convocadas novas testemunhas para depor no julgamento de impeachment pode acontecer já nesta sexta-feira, 31. Para os democratas, a principal testemunha seria o ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca John Bolton.

    Bolton se tornou uma figura central no julgamento, desde que trechos do manuscrito do seu ainda não publicado livro vazaram na imprensa americana. Nos fragmentos, o ex-conselheiro diz que o presidente queria congelar a ajuda militar à Ucrânia até que Kiev abrisse uma investigação sobre Joe Biden, um dos democratas favoritos para disputar a reeleição com Trump em novembro.

    Os senadores republicanos, que são maioria na Casa, se recusam a permitir testemunhas ou novas evidências no julgamento. Os democratas precisam de quatro senadores republicanos para se juntar a eles na votação, a fim de obter a maioria no Senado, que tem 100 cadeiras.

    Sem os novos depoimentos, os republicanos estão confiantes de que conseguirão absolver o presidente americano.

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