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Repsol YPF busca alianças para investir na Argentina (imprensa)

Por Philippe Desmazes 22 mar 2012, 15h47

O grupo petroleiro Repsol YPF, acusado pelo governo da Argentina de descumprir suas obrigações de investimento nesse país, está buscando alianças com grandes petroleiras internacionais para explorar a enorme jazida de Vaca Muerta, afirmou nesta quinta-feira um jornal espanhol.

“A Repsol tem sondado gigantes chineses, americanos e europeus para que (…) aportem dinheiro na megajazida de Vaca Muerta”, disse o jornal econômico Expansión.

Procurado pela AFP, um porta-voz da Repsol YPF em Madri não quis comentar a informação.

Os chineses Sinopec, CNPC e CNOCC; os russos Lukoil e Gazprom; o americano Exxon e o italiano ENI figuram entre os possíveis sócios citados pelo jornal.

Após formar a aliança, a Repsol não só conseguiria compartilhar “o colossal investimento necessário em Vaca Muerta, mas também traria sócios dispostos a investir na Argentina e aumentar a produção de hidrocarbonetos no país”, disse o Expansión. “Isso seria um ótimo escudo contra as acusações de protecionismo feitas ao governo de Cristina Kirchner”, afirmou o jornal.

A Repsol anunciou em novembro ter descoberto na província argentina de Neuquén (oeste) uma das maiores reservas de hidrocarbonetos não-convencionais do mundo.

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A exploração de Vaca Muerta, que segundo a empresa contém 22,807 bilhões de barris equivalentes de petróleo (Mbep), precisaria de um investimento de 25 bilhões de dólares por ano durante uma década, disse o jornal espanhol.

A Argentina está em conflito com a Repsol, a quem o governo de Kirchner tem pedido um aumento de investimentos para atenuar o impacto do incremento das importações de hidrocarbonetos, que chegaram a 9 bilhões de dólares em 2011.

Depois que três províncias petrolíferas argentinas retiraram a concessão de um total de seis áreas da Repsol, existe “o risco de uma nacionalização definitiva” da YPF, disse a agência internacional de classificação financeira Fitch.

Na quarta-feira, a petroleira rejeitou a proposta oficial de criar um fundo para incrementar a produção, em meio à briga com o governo.

“Na reunião de diretores foi aprovada pela maioria a proposta de aumentar o capital social, ou seja, manter na própria companhia – e no país – os lucros remanescentes do exercício 2010 e a totalidade dos ganhos correspondentes a 2011”, disse um comunicado da empresa.

A decisão fica agora a cargo da Assembleia de Acionistas, que foi convocada para 25 de abril.

A companhia disse que os dividendos somam 5,789 bilhões de pesos (1,321 bilhão de dólares).

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