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Repressão do regime de Bashar Assad deixa 18 mortos

Confrontos ocorreram em três províncias com forte oposição ao ditador

A repressão do governo do ditador da Síria, Bashar Assad, deixou pelo menos 18 mortos nesta segunda-feira, de acordo com organizações humanitárias e de assistência do país. Foram 14 vítimas fatais na província de Homs (oito na capital e seis em dois povoados), três em Hama e uma em Rapa, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) e a rede de ativistas Comitês Locais de Coordenação (LCC). Duas mulheres e uma criança estariam entre as vítimas.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 3.500 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

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Segundo o LCC, responsável pela organização do movimento que contesta o regime de Assad, um homem perdeu a vida por ferimentos à bala após ter uma transfusão de sangue negada em um hospital e outras duas pessoas, uma delas de nacionalidade saudita, foram baleadas por membros das forças de segurança do governo no bairro de Bayada, em Homs.

A organização relatou ainda que 20 veículos blindados rodearam a vizinhança enquanto agentes do regime entraram nas casas e detiveram pessoas que, segundo o LCC, tinham aparecido anteriormente em um vídeo da emissora Al Jazira. Em Al Quseir, na mesma província, 30 veículos que transportavam soldados e membros das forças de segurança entraram na cidade enquanto disparavam dos postos de controle instalados em todos os bairros.

Na província de Deraa, outro dos pontos de tensão da revolta contra o regime, estudantes universitários saíram às ruas para participar das mobilizações populares em solidariedade às cidades sitiadas pelo regime, enquanto as forças da ordem disparavam contra eles.

Pressão – Os novos relatos de violência ocorrem após o aumento da pressão dos países árabes para que o governo de Damasco ponha fim no derramamento de sangue. Na próxima quinta-feira, eles se reúnem para decidir se impõem sanções econômicas e políticas contra a Síria. O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi, declarou a jornalistas esperar que o encontro marque o início de um plano árabe para proteger os civis e anunciou que a organização se reunirá com a oposição ao regime de Assad no início da próxima semana.

(Com agência EFE)