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Repressão deixa mais 50 mortos na Síria, diz a oposição

Ativista relatou que viu os corpos de 34 pessoas 'sequestradas' por pistoleiros

Pelo menos 50 pessoas morreram nesta segunda-feira na cidade central de Homs, uma das fortificações da oposição ao regime da Síria, pela repressão das forças leais ao presidente Bashar Assad, denunciou nesta terça-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos. O grupo opositor explicou que um ativista relatou que viu os corpos de 34 pessoas “sequestradas” na segunda por pistoleiros do regime em uma praça do bairro de Al Zahra, em Homs.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 4.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

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O Observatório apontou que vários distritos da cidade foram objeto de intensos bombardeios durante a véspera, como o bairro de Al Jalidiya, onde duas pessoas morreram e nove ficaram feridas, entre elas um menor que perdeu a mão. Além disso, quatro pessoas, entre elas três membros da mesma família, perderam a vida após disparos em um posto de controle na zona de Dir Balia, enquanto um jovem morreu alvejado por franco-atiradores no bairro de Al Bayada e outro no distrito de Yurat al Shaia durante um funeral.

No bairro de Karam al Zeitun, as forças de segurança irromperam em várias casas e mataram duas pessoas, assinalou o Observatório, que acrescentou que outro civil faleceu na região de Al Gota, em Homs, após um ataque de seis veículos blindados. A essas vítimas se somam um jovem morto por disparos dos efetivos de segurança na estrada que liga essa cidade a Tartús, junto à costa mediterrânea, dois falecidos nos arredores de Homs e outro em Telbise, na mesma província. Estas informações não puderam ser verificadas de forma independente devido às restrições impostas pelas autoridades sírias aos jornalistas.

Na segunda-feira, a Liga Árabe decidiu manter as sanções econômicas impostas à Síria e rejeitou dar novas oportunidades a Damasco para que aceite o plano árabe e uma missão de observadores para pôr fim à crise. Desta forma, a organização pan-árabe respondeu às novas condições colocadas pelo regime sírio para aceitar o envio de observadores a seu território. O número de vítimas pela repressão às manifestações contrárias ao governo da Síria desde março já supera 4.000, assinalou na última quinta-feira a alta comissária da ONU de Direitos Humanos, Navi Pillay.

(Com agência EFE)