Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Repressão das forças de segurança causa 27 mortes na Síria

Cairo, 14 dez (EFE).- Pelo menos 27 pessoas morreram nesta quarta-feira na Síria, entre elas duas mulheres e um menor, em uma nova ofensiva das forças leais ao regime de Bashar al Assad.

Em comunicado, os Comitês de Coordenação Local informaram que as regiões mais afetadas pela repressão foram as províncias de Hama e Homs, duas das principais fortificações dos opositores, onde morreram 18 pessoas.

O grupo documentou a morte de nove pessoas em Hama, nove em Homs, três em Idleb, duas em Damasco, duas em Deraa, uma em Zabadany e outra em Qamishli, ambas nos arredores da capital.

Na cidade de Homs aconteceu a deserção de vários soldados na área de Al Maimas, onde as forças de segurança sírias enfrentam os dissidentes. Os bairros de Al Bayada e Al Khalediya voltaram a ser palco das operações das tropas do regime que abriram fogo contra os civis.

Enquanto isso, na cidade de Hama, chegava um ônibus com um grande contingente de segurança, onde as forças sírias realizaram uma campanha de detenções indiscriminadas.

Em Idleb, outro dos feudos opositores, as vítimas morreram pelos disparos das forças de segurança e dos pistoleiros do regime contra os presentes em um funeral de um soldado desertor que morreu ontem.

Enquanto isso, em Al Zabadany, foram registradas fortes explosões e disparos de armas pesadas, assim como combates entre membros do desertor Exército Sírio Livre e forças leais ao regime, que tentaram destruir as lojas que participam de uma greve geral.

Estas vítimas civis se somam aos oito militares sírios mortos em uma emboscada armada por supostos soldados desertores na província de Hama.

O ataque dos dissidentes aconteceu em resposta à morte de vários civis nessa província, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Estas informações não puderam ser verificadas de forma independente pelas restrições que as autoridades impõem aos jornalistas.

A alta comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navy Pillay, informou ontem que são mais de cinco mil os mortos pela repressão na Síria, entre eles mais de 300 menores, e pediu ao Conselho de Segurança do organismo que leve o assunto sem demora ao Tribunal Penal Internacional. EFE