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Relatório aponta indícios de envenenamento na morte de Arafat

Equipe suíça analisou amostras do corpo do dirigente palestino morto em 2004

Por Da Redação 6 nov 2013, 18h15

Um relatório elaborado por uma equipe suíça adicionou mais um elemento nas teorias conspiratórias relacionadas à morte do ex-dirigente palestino Yasser Arafat. O exame, preparado por cientistas do Centro Universitário de Medicina Legal em Lausanne, encontrou indícios de polônio-210 em seus restos mortais. “Os resultados sustentam de forma ‘moderada’ a hipótese de morte por veneno”, afirma o documento.

A rede árabe Al Jazeera aproveitou a oportunidade para apresentar uma série de reportagens com o título sensacionalista de “Matando Arafat”. A viúva do palestino, Suha Arafat, que encomendou a análise, disse que as conclusões provam “um assassinato e um crime político”

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O texto aponta que as amostras foram coletadas oito anos depois da morte de Arafat e que os testes foram realizados em um número limitado de material. Um investigador forense, consultado pela Al Jazeera, afirmou que o nível de polônio nos restos mortais é dezoito vezes maior que o normal, mas a informação não consta na análise suíça.

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O polônio é uma substância radioativa extremamente tóxica que foi utilizada para envenenar em 2006 em Londres Alexander Litvinenko, um ex-espião russo que se converteu em opositor ao presidente Vladimir Putin.

Histórico – Arafat morreu em 2004, em um hospital de Paris. Na ocasião, a causa da morte foi apontada como um derrame e problemas circulatórios. Foi só em 2012 que sua família passou a considerar a hipótese de envenenamento, depois que um estudo preliminar em objetos pessoais apontou a presença de traços de polônio. Depois disso, o corpo dele foi exumado.

Outras análises para determinar um possível caso de envenenamento ainda estão sendo realizadas por cientistas franceses e e russos. Dessas investigações, apenas a conduzida pelo Ministério Público da França pode ser considerada independente porque não foi iniciada a partir de pedidos da família ou da autoridade palestina.

A própria viúva de Arafat, embora tenha usado uma retórica inflamada para lidar com o caso, evitou nesta quarta-feira apontar culpados pelo suposto caso de envenenamento.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) evitou comentar as conclusões do laboratório suíço e informou que só vai divulgar uma resposta oficial quando receber as conclusões das outras comissões de investigação.

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