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Relator da ONU acredita que soldado Manning foi torturado

Os oito meses que ficou na base de Quantico não têm explicação 'convincente'

O relator da ONU contra a Tortura, Juan Ernesto Méndez, acredita que o soldado americano Bradley Manning, suspeito de ter vazado documentos confidenciais ao WikiLeaks, foi submetido a um “tratamento cruel, desumano e degradante” durante os meses em que permaneceu isolado em uma prisão nos Estados Unidos, em declarações feitas nesta segunda-feira à agência de notícias France-Presse.

À margem da reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, realizada em Genebra, Méndez indicou que os maus tratos cessaram em abril passado, quando o soldado foi levado da base de Quantico, no estado da Virgínia a outra do Kansas, mas que nunca recebeu uma explicação “convincente” das autoridades pelos oito meses anteriores.

Bradley Manning, de 24 anos, foi acusado formalmente no mês passado por um tribunal militar de “conluio com o inimigo”, antes do julgamento no qual pode ser condenado à prisão perpétua. O soldado é considerado responsável de ter transmitido ao site WikiLeaks milhares de documentos militares americanos sobre a guerra no Iraque e Afeganistão, assim como despachos diplomáticos do departamento de Estado entre novembro de 2009 e maio de 2010, enquanto estava em missão no Iraque.

(Com agência France-Presse)