Trump atinge rejeição mais alta de seus dois mandatos, mostra pesquisa
Levantamento também mostra queda em aprovação pública à guerra no Irã para nível mais baixo desde início do conflito, em fevereiro
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 24, revelou que a rejeição ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu uma nova marca e chegou a 65%, o pior resultado já registrado nos dois mandatos do republicano. Por outro lado, 33% dos entrevistados aprovam o ocupante do Salão Oval.
O levantamento coletou a opinião de 1.215 americanos entre os dias 21 e 24 de agosto. Segundo a Reuters/Ipsos, a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Se comparados à pesquisa anterior, divulgada em 17 de agosto, os dados atuais indicam um aumento de 1% na desaprovação de Trump – de 64% para 65%. No entanto, o nível de aprovação continuou o mesmo de um levantamento para o outro: 33%. O número é o mesmo registrado em dezembro de 2017, quando o republicano atingiu a menor taxa de aprovação em seu primeiro mandato.
Guerra no Irã
Outro aspecto levantado pela pesquisa foi o fator da guerra do Estados Unidos e Israel contra o Irã. A aprovação pública do conflito caiu para o nível mais baixo desde os primeiros dias de confronto, em 28 de fevereiro deste ano. Apenas 31% dos americanos apoiam uma ação militar americana contra Teerã, uma queda em relação aos 37% registrados em uma pesquisa Reuters/Ipsos em março e 34% no começo deste mês.
De acordo com a Reuters, o declínio foi incentivado pela diminuição do número de apoiadores de Trump que são a favor do conflito. No momento, cerca de 69% deles apoiam a guerra, em comparação com os 77% registrados em março.
A pesquisa também revelou que cerca de 83% dos entrevistados acreditam que a guerra vai continuar “por um longo período de tempo”. A porcentagem mostra um aumento em comparação aos 80% registrados no início de agosto.
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Desiludidos
Os dados mostram que os americanos estão decepcionados, em particular, com a gestão da economia. Trump fez campanha com a promessa de manter a inflação sob controle e evitar guerras prolongadas, mas o conflito no Oriente Médio se estendeu por mais tempo do que o previsto por seu governo e efetivamente paralisou um quinto do comércio global de petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Nos Estados Unidos, a população sentiu o baque no bolso com a disparada da gasolina (mais de 30%), que incidiu sobre os preços de outros insumos (em especial, alimentos). Em junho, a Moody’s Analytics estimou que a guerra custou aos americanos cerca de US$ 1.000 por domicílio desde o início do conflito, em fevereiro.
Em um comício político em Nova York na semana passada, Trump declarou que pagar “um pouquinho a mais pela gasolina” vale o custo de garantir que “um país muito maligno” não possua uma arma nuclear — o programa de enriquecimento de urânio dos aiatolás encabeça o rol de justificativas de Washington e Israel para iniciar a guerra.







