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Reino Unido e NY decidem estender quarentena por coronavírus

Estado de Nova York ficará em isolamento até 15 de maio; confinamento no território britânico continuará em vigor por pelo menos mais 3 semanas

Por Da Redação - Atualizado em 16 abr 2020, 15h02 - Publicado em 16 abr 2020, 14h47

O governador de Nova York anunciou nesta quinta-feira, 16, que irá estender a quarentena no estado para conter o novo coronavírus até pelo menos 15 de maio. Na mesma direção, o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, afirmou que o isolamento social no país deve continuar por ao menos mais três semanas.

As decisões foram tomadas no momento em que países como Espanha e Itália começaram a relaxar algumas medidas de quarentena impostas e reabrir serviços considerados não-essenciais, e que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que pretende anunciar seu próprio plano de reabertura para o país.

Contudo, o governador Andrew Cuomo, de Nova York, afirmou que o número de novas infecções no estado precisa ainda diminuir de forma considerável, antes que sua administração considere acabar com o confinamento. O número de novos casos na região vem diminuindo, mas o estado que está em isolamento desde 22 de março ainda registrou 606 mortes nas últimas 24 horas.

“O que acontecerá depois? Eu não sei”, disse sobre o período após o fim da extensão prevista até 15 de maio. “Vamos ver dependendo dos dados”.

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Os Estados Unidos são o país mais atingido pela Covid-19 no mundo, com mais de 640.000 casos e cerca de 31.000 mortes, segundo monitoramento em tempo real da Universidade Johns Hopkins. Nesta quinta, o presidente Donald Trump afirmou acreditar que o país já chegou ao pico da epidemia.

Já o Reino Unido, que registra mais de 104.000 casos e 13.700 óbitos, deve prorrogar o isolamento por pelo menos mais três semanas, segundo o ministro de Relações Exteriores, Dominic Raab. Segundo o chanceler, relaxar as medidas de quarentena pode levar a um novo aumento no número de contágios, o que prejudicaria ainda mais a economia.

De acordo com Raab, o isolamento só será relaxado quando o número de mortes diário for reduzido de forma significativa, os hospitais ficarem menos sobrecarregados e o país estocar mais testes e materiais hospitalares de proteção contra o vírus. O chanceler substitui o primeiro-ministro Boris Johnson, que saiu do hospital na semana passada após contrair coronavírus.

O país está em quarentena desde 23 de março. As pessoas só podem deixar suas casas para serviços essenciais, como ir a hospitais, farmácias ou supermercados.

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