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Reino Unido diz que variante do coronavírus pode ser mais letal

Há evidências de que a nova cepa mate entre 13 e 14 pessoas a cada 1.000 casos, contra 10 da variante anterior, de acordo com o governo

Por Julia Braun Atualizado em 22 jan 2021, 16h43 - Publicado em 22 jan 2021, 15h25

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou nesta sexta-feira, 22,  haver evidências científicas de que a nova variante do coronavírus descoberta no Reino Unido em dezembro poderia estar associada à letalidade maior da Covid-19 observada no país nas últimas semanas.

“Fomos informados hoje que, além de se espalhar mais rapidamente, agora também parece que há algumas evidências de que a nova variante pode estar associada a um alto grau de mortalidade”, disse Johnson em entrevista coletiva.

“Há evidências de que existe um risco maior para quem tem a nova variante, em comparação com o vírus antigo. […] Se você pega… um homem na casa dos 60 anos, o risco médio é que, para 1.000 pessoas infectadas, espera-se que cerca de 10 morram, infelizmente, com o vírus. Com a nova variante, para 1.000 pessoas infectadas, espera-se cerca de 13 ou 14 mortes”, afirmou ainda o conselheiro científico do governo, Patrick Vallance.

No entanto, ele quis “destacar que há muita incerteza em torno desses números”. “É preocupante que haja um aumento da mortalidade, assim como um aumento da transmissibilidade”, afirmou.

Desde o descobrimento da nova variante do vírus, em dezembro, o Reino Unido passa por sucessivos recordes de casos e mortes por Covid-19. Apenas ontem, o país descobriu 1.820 óbitos em 24 horas, segundo a Universidade Johns Hopkins. Já a média diária de novas infecções está em 40.400 casos, um dos patamares mais elevados do mundo.

Além da variante britânica do SARS-CoV-2, outras duas são preocupantes para a OMS (Organização Mundial da Saúde): uma detectada na África do Sul e outra no Brasil, mais especificamente no Amazonas.

Até agora, as autoridades de saúde disseram que a variante não parecia mais mortal e que reagia corretamente às vacinas existentes. “Todos os indícios atuais continuam demonstrando que as duas vacinas que usamos atualmente são eficazes tanto contra a antiga variante, como contra essa nova variante”, afirmou Johnson nesta sexta-feira.

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