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Reino Unido confirma dois casos de variante Ômicron do Coronavírus

Na Holanda, 61 viajantes vindos da África testaram positivo para Covid, mas sem conclusão a respeito da nova cepa; Nos EUA, NY decretou estado de emergência

Por Luisa Purchio Atualizado em 27 nov 2021, 13h29 - Publicado em 27 nov 2021, 13h26

Dois casos de Covid-19 provocado pela variante Ômicron foram confirmados no Reino Unido na manhã deste sábado, 27. O primeiro caso da nova cepa foi identificado no continente foi identificado na Bélgica, em uma passageira que desenvolveu sintomas após 11 dias da realização de uma viagem para a Turquia e o Egito.

Também na Europa, a Holanda identificou 61 casos positivos para Covid-19 em passageiros que chegaram de dois voos vindos da África na última sexta-feira. Até então, os testes são inconclusivos sobre a presença da nova variante, mas os passageiros estão sob isolamento e passam por novos exames.

Na Alemanha, há um caso suspeito da Ômicron relacionado a uma pessoa que retornou da África do Sul. “Várias mutações típicas do Ômicron foram encontradas ontem à noite em um passageiro que retornou da África do Sul. Portanto, há um alto nível de suspeita de que a pessoa tenha ficado isolada em casa. O sequenciamento completo ainda está pendente no momento”, postou Kai Klose, ministro para Assuntos Sociais na região de Hesse, em seu Twitter. “Por favor, proteja a si mesmo e aqueles ao seu redor. Se você voltou do sul da África na semana passada, limite seus contatos e faça o teste!”, escreveu ele.

Na sexta-feira, o Grupo de Aconselhamento Técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um comunicado a respeito da nova cepa, considerada como “variante de preocupação”.  Pela definição da OMS, variantes assim classificadas apresentam alterações genéticas que mudam o grau de transmissibilidade do vírus, a severidade de doença por ele causada, sua capacidade de escapar do sistema imunológico, de testes diagnósticos e dos tratamentos.

Além disso, elas já são transmissíveis entre comunidades e em múltiplos países, com prevalência crescente e indicação de que representam risco para a saúde pública global. As cepas também indicam possuir maior transmissibilidade e virulência em comparação às demais em circulação, além da sugestão de que representam risco de menor efetividade de medidas como testes diagnósticos, vacinas e terapias.

Estados Unidos

O aumento no número de novos casos de contaminados e hospitalizados com a Covid-19 levou a governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, a declarar “emergência de desastre” na sexta-feira, 26. A medida que valerá a partir do dia 3 de dezembro será revista no dia 15 de janeiro e visa preparar os hospitais e a população para a chegada na nova variante ômicron, ainda não identificada na região, mas em diversos países do mundo.

“Continuamos a ver sinais de alerta de picos no COVID neste inverno e, embora a nova variante do Ômicron ainda não tenha sido detectada no estado de Nova York, ela está chegando”, postou ela em seu Twitter. “Por meio dessa ação, também seremos capazes de adquirir suprimentos essenciais com mais rapidez para combater a pandemia. Exorto os nova-iorquinos a tirar proveito de nossa maior arma nesta pandemia: a vacina. Vacine-se e receba o reforço assim que puder”, escreveu ela.

Hochul divulgou ainda o número de vacinados no estado: 90,3% dos adultos e 77,5% do total de pessoas receberam pelo menos uma dose. Já o jornal The NewYork Times informou que 68% da população está totalmente imunizada. Para evitar a propagação da nova variante no país, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aconselhado pelo infectologista Anthony Fauci, restringirá viagens a oito países da África do Sul, onde a variante tem maior número de incidência.

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