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Regime sírio retomou ‘controle total’ do bairro de Baba Amr

Soldados rebeldes anunciam 'retirada tática para poupar vida dos civis' do local

Por Da Redação 1 mar 2012, 10h34

O regime sírio recuperou o “controle total” do bairro de Baba Amr, em Homs, e limpou totalmente a área dos grupos armados, afirmaram nesta quinta-feira fontes da segurança síria. “Os soldados revisaram cada rua, túnel e casa, buscando armas e homens armados. Ainda resta um pouco de trabalho a fazer, mas posso garantir que Homs voltou a ser território seguro”, assinalou a fonte, que pediu o anonimato.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram mais de 9.400 pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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Logo depois, o chefe de Exército Sírio Livre (ESL), o coronel Riad Assaad, anunciou uma retirada tática de seus combatentes do castigado bairro rebelde de Baba Amr, depois de vários dias de combates para tentar conter uma ofensiva terrestre das forças do regime. Segundo o grupo opositor Comitês de Coordenação Local (CCL), que denunciaram a situação crítica dos moradores do bairro, a ofensiva já matou ao menos 17 pessoas somente nesta quinta-feira.

“O ESL se retira taticamente de Baba Amr para poupar a vida dos civis”, declarou. “Os soldados estão tentando distribuir comida para a população e retirar os feridos”, afirmou, antes de acrescentar que o Exército também estava em busca de jornalistas franceses impedidos de sair, incluindo Edith Bouvier, que está ferida. Baba Amr era o principal bairro rebelde da cidade de Homs.

Nesta quinta-feira, o presidente do Conselho Nacional Sírio (CNS), Burhan Galiun, anunciou a criação de um comitê militar de defesa para organizar a resistência diante da “situação dramática” que atravessa o país. O CNS é o maior agrupamento de oposição ao regime de Bashar Assad. O comitê, composto por oficiais e civis, deverá fazer o “acompanhamento das questões de competência militar, organizar suas categorias, estudar suas necessidades e gerir seus fundos e operações”.

(Com agência EFE)

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