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Regime sírio bombardeia a cidade de Homs novamente

Observatório eleva número de mortos desde início da revolta para 16.500

O Exército sírio bombardeou novamente nesta segunda-feira os bairros rebeldes da cidade de Homs (centro), onde os médicos são obrigados a amputar os feridos diante da falta de recursos para prestar o atendimento apropriado, informaram ativistas da oposição. O bombardeio tinha como alvos particulares os bairros de Khaldiyeh e de Jurat al-Chayah, que as tropas do regime de Bashar Assad tentam recuperar, segundo os militantes e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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“Muitos bairros de Homs continuam cercados e é muito difícil levar alimentos e remédios”, afirmou Khaled al-Tellawy, um ativista de Homs entrevistado via Skype. “Os médicos nos hospitais de campanha estão amputando os feridos. Eles não têm o material necessário para o atendimento e os feridos não podem ser retirados”, completou. Muitas famílias estão bloqueadas na cidade. Dois policiais na região de fronteira foram feridos nesta segunda-feira por um foguete disparado a partir de território libanês.

Enquanto os ataques prosseguem, o OSDH afirmou nesta segunda-feira que mais de 16.500 pessoas morreram na Síria desde o início da revolta contra o regime de Assad, em março de 2011. Ao menos 11.486 civis, 4.151 membros das forças oficiais e 870 desertores morreram, informou a organização com sede na Grã-Bretanha, que obtém seus dados através de uma vasta rede de militantes e testemunhas.

Os balanços de vítimas das últimas semanas foram os mais graves em mais de 15 meses, superando regularmente 100 vítimas diárias, segundo o OSDH. Os confrontos se multiplicaram entre tropas fiéis ao regime e desertores.

(Com agência France-Presse)