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Refugiado sírio no Uruguai agride funcionários do governo

Homem se irritou quando foi informado que não receberia visto de entrada para outro país; sírios acolhidos por iniciativa de José Mujica reclamam do alto custo de vida no Uruguai

Um dos refugiados sírios acolhidos pelo Uruguai agrediu nesta terça-feira funcionários do governo do país durante uma reunião. Identificado pela imprensa uruguaia como Merhi Alshebli, o sírio se irritou quando foi informado que não receberia um visto de entrada em outro país, como desejava. Em protesto, ele também jogou gasolina sobre o próprio corpo e ameaçou atear fogo.

O episódio aconteceu na cidade de Juan Lacaze, na província de Colonia, no sudoeste do país, onde vive o refugiado sírio com sua família e para onde se deslocou uma equipe do Programa de Reassentamento de Famílias Sírias, do governo uruguaio, além de um representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

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A Secretaria de Direitos Humanos do governo uruguaio afirmou que “a reunião foi motivada pela inquietação do chefe de família para obter um visto para se transferir e se instalar em outro país”. “A equipe voltou a explicar para ele que o Estado uruguaio não está capacitado para conceder vistos de entrada em outro país” e que o poder para isso se a reserva ao país de destino, detalhou a secretaria.

A reunião se prolongou por duas horas e, após discussões, “o chefe de família agrediu parte da equipe do programa”, que imediatamente compareceu à polícia para denunciar o fato. “A situação saiu do controle, houve agressão, a equipe deixou a casa e fez uma denúncia”, relatou Javier Miranda, secretário de Direitos Humanos da Presidência da República. Miranda acrescentou que “voaram alguns objetos” durante a confusão, mas que ninguém ficou ferido.

Refugiados no Uruguai – Por decisão do governo do então presidente José Mujica, cinco famílias, com um total de 42 pessoas, vítimas da guerra civil na Síria, foram amparadas no Uruguai em outubro de 2014. No mês passado, as famílias sírias protestaram durante quatro dias em frente à sede do governo uruguaio, em Montevidéu, pois estão insatisfeitos e querem deixar o país, que consideram um lugar caro, onde não podem viver dignamente.

(Com agência EFE)