Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Rebeldes sírios pedem que ONU anuncie fracasso do plano de Kofi Annan

Cairo, 26 mai (EFE).- O Exército Livre Sírio (ELS), braço armado da oposição, pediu neste sábado ao Conselho de Segurança da ONU que anuncie o fracasso do plano do mediador internacional, Kofi Annan, após o massacre da localidade de Al Haula, na qual morreram cerca de 100 pessoas.

‘Pedimos ao Conselho de Segurança e à comunidade internacional que afrontem a responsabilidade e anunciem o fracasso da iniciativa de Annan’, ressalta o ELS em comunicado.

Nesse sentido, instou a Nações Unidas a ‘adotar medidas rápidas e decididas para salvar a Síria, seu povo e toda a região, com a criação de uma aliança militar internacional fora do Conselho de Segurança para lançar ataques aéreos aos centros militares e de segurança do regime’.

Esse pedido acontece em reação ao ‘massacre’ que o governo do presidente sírio, Bashar al Assad, perpetrou ontem à noite na cidade de Al Haula, e que causou a morte de mais de 90 civis, entre eles dezenas de mulheres e crianças.

‘Já não é possível cumprir a iniciativa de Annan, já que o regime a aproveita para continuar com seus massacres, o deslocamento forçoso de civis, a destruição de cidades e os assassinatos de mulheres e crianças’, indica o grupo na nota.

Além disso, lembrou que ‘o incidente em Al Haula e outras localidades sob o olhar dos observadores estrangeiros não é mais que uma prova indubitável da morte dessa iniciativa e que o governo de Assad e seu bando só entendem o uso da força e da violência’.

Por outra parte, 40 pessoas morreram hoje por disparos das forças leais ao governo sírio em diversas províncias da Síria, segundo informaram organizações opositoras sírias.

Os Comitês de Coordenação Local indicaram que 20 deles perderam a vida na província de Homs, e os demais em Idleb, Damasco, Deraa, Aleppo, Hama e Al Haseka.

Já a Organização Geral da Revolução Síria indicou que entre as vítimas mortais de hoje estão oito soldados, que foram assassinados quando tentaram desertar em Hama. EFE