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Rebeldes sírios acusam Assad por atentado no Líbano

Oposição afirma que o ditador sírio pretende arrastar Beirute para o conflito

Os rebeldes sírios acusaram neste sábado o regime do ditador Bashar Assad e o grupo terrorista Hezbollah de estarem por trás do atentado que matou oito pessoas em Beirute, na sexta-feira, entre elas o chefe da Inteligência interna libanesa, o general Wisan Hassan.

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Em comunicado, o Exército Livre Sírio (ELS) condenou o atentado, que deixou dezenas de feridos, e pediu aos libaneses que “frustrem os planos” de Damasco e do Hezbollah de arrastar o Líbano para o conflito sírio. Segundo os rebeldes, o ataque de ontem é “um episódio da série de atos terroristas produzidos por Assad e seus aliados” no país vizinho. O grupo também reiterou o pedido para que o Conselho de Segurança da ONU e a Liga Árabe mantenham uma reunião de emergência para analisar a evolução da crise na Síria e no Líbano e envie tropas internacionais para ambos os países.

Acusações – Hassan, o provável alvo principal do ataque, era ligado a Saari Hariri, líder da oposição libanesa hostil ao regime de Assad. Ainda na sexta, Hariri já havia culpado Damasco pelo atentado em Beirute, afirmando que Assad “não pensaria duas vezes” antes de matar libaneses para se proteger. O pai de Hariri, Rafik, morreu há sete anos em um atentado que, segundo seus aliados, teria sido de autoria de Damasco e do grupo terrorista Hezbollah, aliado de Assad. Dividido principalmente entre sunitas, xiitas e cristãos, o Líbano vive sob a tensão constante do sectarismo religioso. O país possui tanto grupos que apoiam Assad, quanto grupos que estão do lado dos rebeldes. Com a escalada dos enfrentamentos na Síria, há temor de que o conflito se alastre para o Líbano.

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Inteligência – Chefiados por Hassan, os serviços de inteligência do país desempenharam um papel crucial na prisão, em 9 de agosto, do ex-ministro da Informação libanês Michel Samaha, partidário de Assad, como parte de um caso de explosivos apreendidos que deviam ser armazenados no norte do Líbano.

(Com agência EFE)