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Rebeldes líbios avançam rumo a Ras Lanuf

Cidade petrolífera é considerada estratégica para o avanço até a capital, Trípoli

Por Da Redação 27 mar 2011, 10h20

Com o apoio da aviação internacional, que abriu caminho com bombardeios, os rebeldes líbios recuperaram a iniciativa militar e seguem rumo a cidade petrolífera de Ras Lanuf, considerada estratégica para o avanço até a capital, Trípoli. As informaçoes são da rede árabe Al Jazeera.

De acordo com o canal, o avanço dos milicianos não foi detido desde que tomaram a cidade de Ajdabiya, no sábado, principal reduto de ligação do leste do país, e a cerca de 120 quilômetros de onde se encontra a missão avançada rebelde. Os revolucionários conseguiram acabar com toda resistência em Ajdaviya com o apoio aéreo internacional onde havia fortes tropas leais ao coronel Muammar Kadafi. Um dos generais foi preso.

Durante a noite de sábado, segundo a televisão estatal líbia, os ataques aéreos internacionais se centraram no centro litorâneo do país e em Sebha, ao sul da Líbia. A agência oficial Jana anunciou que as forças aéreas aliadas bombardearam áreas civis e militares, acrescentando que os bombardeios foram intensos em toda a costa de 400 quilômetros entre Ajdabiya e a cidade natal de Kadafi, Sirte. Também exibiu imagens de várias infraestruturas destruídas nos ataques e, citando fontes governamentais, assegurou que os bombardeios causaram inúmeros mortos entre civis e militares.

Otan – Com reunião prevista para as 16h deste domingo (horário local), em Bruxelas, os países da Otan buscarão um acordo para tomar o controle de todas as operações militares na Líbia, depois de o organismo ter assumido o comando da zona de exclusão aérea imposta contra o regime de Muammar Kadafi. A previsão é que a organização chegue a um acordo definitivo e o secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen, o torne público nesta mesma noite. Caso contrário, as conversas continuariam durante os próximos dias.

Na quinta-feira passada, a Otan aceitou fazer a manutenção da zona de exclusão aérea decretada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e que uma coalizão de voluntários liderada por França, Reino Unido e Estados Unidos se encarregou de executar. Se passar a tomar o comando de todas as operações, a Aliança controlará também as missões contra alvos terrestres para proteger a população civil líbia, ataques até então desenvolvidos por esses três países.

O tenente-general Charles Bouchard, da Força Aérea canadense, será o responsável pelas operações da Otan na Líbia. Bouchard é, atualmente, o chefe adjunto do Comando Aliado Conjunto de Nápoles, de onde são dirigidas as ações no país norte-africano. Além do operacional aéreo, a Otan se encarrega de garantir o cumprimento do embargo de armas que pesa sobre a Líbia com uma missão naval no mar Mediterrâneo.

(Com agência EFE)

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