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Rebeldes dispostos a cessar-fogo se Kadafi parar ofensiva

Governo insurgente se organiza e tem até parceira para exportação de petróleo

Por Da Redação - 1 abr 2011, 11h49

Os rebeldes líbios podem respeitar um cessar-fogo, caso as forças do ditador Muamar Kadafi suspendam a ofensiva contra as cidades sob controle dos insurgentes, declarou nesta sexta-feira Mustafa Abdel Jalil, membro do Conselho Nacional de Transição (CNT).

“Estamos dispostos a um cessar-fogo com a condição de que nossos irmãos nas cidades do oeste possam manifestar-se livremente e que as forças (do ditador) que cercam nossas cidades se retirem”, declarou em uma entrevista coletiva em Bengasi. O dirigente do CNT fez a declaração pouco depois de uma reunião com o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) na Líbia, o jordaniano Abdel Ilah Jatib, que chegou à cidade após visitar Trípoli.

Petróleo – A direção dos insurgentes revelou também nesta sexta que assinou um acordo com o Catar para exportar petróleo e que, neste momento, tem capacidade de produzir um milhão de barris por semana. O “ministro do Petróleo” do Conselho Nacional Transitório (CNT), Ali Tahur, disse que o Catar concordou em “embarcar o petróleo e comercializá-lo”. Segundo ele, o produto está sendo extraído dos campos do sudeste e das áreas “libertadas” e podem ser produzidos mais de 100.000 barris ao dia.

“O único atraso que tivemos foi na hora de encontrar os navios que transportem o petróleo”, indicou o responsável revolucionário sobre o problema resolvido na parceria com o Catar. Tahur acrescentou que o país também concordou em fornecer remédios aos rebeldes. Além disso, ressaltou que, embora tenham as necessidades básicas supridas, é urgente que recebam “empréstimos a longo e curto prazo, mas, sobretudo, que sejam levantadas as sanções contra a Líbia”.

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O ministro também participou das conversas com o enviado do secretário-geral da ONU. “Falamos das sanções que há sobre a Líbia, vigentes nas áreas liberadas”, destacou Tahur, afirmando que al-Khatib se mostrou disposto a comunicar de maneira urgente as demandas dos rebeldes ao Conselho de Segurança da ONU.

(Com agências France-Presse e EFE)


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