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Rambo venezuelano: piloto que pediu a saída de Maduro é ator

Em sua conta no Instagram, o policial se mostra como um homem de ação, quase como Chuck Norris do Caribe

Por Da Redação Atualizado em 28 jun 2017, 16h05 - Publicado em 28 jun 2017, 12h31

O presidente venezuelano Nicolás Maduro já inventou contra si dezenas de golpes de Estado e sempre usou isso para aumentar ainda mais a repressão.

Daí ser natural que, quando um helicóptero lançou, neste terça-feira 27, granadas contra a sede do Tribunal Supremo de Justiça, em Caracas, muitos pensaram em se tratar de uma encenação.

Pois eis que o piloto do helicóptero, o inspetor da polícia científica Oscar Pérez, é um ator que gosta de aparecer como um aventureiro destemido para as câmeras. 

Em sua conta no Instagram, o policial se mostra como um homem de ação. É o Chuck Norris do Caribe. Um Rambo venezuelano. No melhor dos seus vídeos, Pérez pula de paraquedas com um cachorro desesperado. O sucesso é garantido: são 245 mil seguidores.

https://www.instagram.com/p/BSsKKool3s-/?taken-by=oscarperezgv&hl=pt

Há fotos dele com armas, de treinamentos, de helicópteros, além dezenas de vídeos onde aparece armado debaixo da água, armado no helicóptero, faz truques com espelhos, alvos e armas, entre outros.

https://www.instagram.com/p/BNSrzQnh-K9/?taken-by=oscarperezgv&hl=pt

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Pérez está sendo caçado pelas autoridades da Venezuela depois de sobrevoar a sede do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) em Caracas com um helicóptero e divulgar uma mensagem na qual exige a renúncia do presidente Nicolás Maduro.

A ação cinematográfica não é novidade para o que parecer ser uma ação rebelde do policial de 36 anos — em 2015, ele participou do filme “Muerte Suspendida” como um dos protagonistas.

Carta de filme Muerte Suspendida, estrelado por Oscar Pérez, o rambo venezuelano, que pilotou helicóptero que atirou contra o TSJ
Carta de filme Muerte Suspendida, estrelado por Oscar Pérez, o rambo venezuelano, que pilotou helicóptero que atirou contra o TSJ divulgação/Instagram
  • Maduro classificou o ato como um “ataque terrorista” e acusa Pérez de ter disparado e jogado granadas contra o prédio do Supremo. Em vídeos divulgados na internet, é possível ouvir o som dos disparos. As bombas parecem não ter explodido.

     

     

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