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Rajoy defende sua gestão na Polônia e busca mercados para empresas espanholas

Varsóvia, 12 abr (EFE).- O chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, defendeu nesta quinta-feira em Varsóvia sua política de reformas e recebeu total respaldo do primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, com quem fez um acordo para a realização, ainda neste ano, de dois fóruns empresariais para fomentar o investimento espanhol no país do Leste Europeu.

Rajoy e Tusk presidiram a 8ª Cúpula bilateral, da qual também participaram os ministros de Desenvolvimento e de Indústria, e que concluiu com o acordo de impulsionar a já grande presença de empresas espanholas em um país que se transformou no principal perceptivo dos fundos estruturais e de coesão europeus.

Em outubro será realizada em Madri uma reunião de pequenas e médias empresas dos dois países, e depois haverá uma reunião na Polônia de grandes investidores, com especial interesse em infraestruturas por estradas, ferrovias e energia.

Em entrevista coletiva, Tusk destacou que a marca Espanha é hoje ‘conhecida e respeitada’ em muitos setores poloneses, das infraestruturas até os bancos.

‘A política de coesão pode ser rentável não só no país onde se constrói, mas também para o país que constrói’, ressaltou Tusk após lembrar que a Polônia segue o caminho percorrido pela Espanha, que passará em breve a ser contribuinte líquido da UE.

Rajoy deixou clara sua determinação de aplicar os ajustes necessários para reduzir o déficit e as reformas estruturais que permitam ganho de competitividade, e explicou a Tusk a bateria de medidas aprovadas por seu governo em seus primeiros cem dias, algo ‘sem precedentes’.

Neste contexto, garantiu que ‘ninguém cogitou um resgate da Espanha e nem ninguém vai aplicá-lo’, considerou ‘sem sentido’ essa possibilidade e pediu ‘responsabilidade, sensatez e bom senso’ para evitar ‘alarmes injustificados’.

Rajoy e Tusk analisaram também as perspectivas financeiras da UE para o período 2014-2020, e o chefe do Governo espanhol se comprometeu a apoiar a política de coesão. EFE