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Rajoy anuncia redução de 16,5 bilhões de euros do déficit espanhol em 2012

Madri, 19 dez (EFE).- O líder conservador Mariano Rajoy anunciou nesta segunda-feira seu compromisso de realizar uma redução de 16,5 bilhões de euros do déficit público da Espanha no próximo ano.

Em seu discurso na sessão de posse como próximo presidente do Governo espanhol, Rajoy fixou como meta de sua gestão ‘deter a sangria’ do desemprego, que disse alcançar 23% da população ativa, e estimular o crescimento econômico.

Ele explicou que pretende corrigir a defasagem entre a renda e as despesas, de modo que seja alcançada uma redução do déficit em 16,5 bilhões de euros para cumprir com o objetivo fixado em 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2012.

Rajoy enumerou uma série de medidas que se propõe a adotar no novo Governo, entre elas uma Lei de Estabilidade Orçamentária, para limitar a despesa das administrações públicas, sanear o setor financeiro, e ‘reformas estruturais para tornar a economia mais flexível e competitiva’, além de modernizar a legislação trabalhista.

Após afirmar que o panorama econômico do país ‘não pode ser mais sombrio’ com a economia espanhola sem crescer e o número de desempregados rondando os 5,4 milhões (23% da população ativa), ele ressaltou que se concentrará ‘em estimular o crescimento e a criação de emprego’.

Como segunda tarefa, Rajoy pretende ‘assegurar o lugar que corresponderá à Espanha no mundo após esta crise, que já não será o mesmo que conhecemos’, por isso, ele disse que ‘importa muito’ ao país ser visto como uma economia solvente.

‘Na saída da crise não habitaremos o mesmo mundo’, disse Rajoy, que considera uma mudança das regras e ‘até da maneira de participar do projeto europeu’. ‘Temos que resolver o lugar que queremos ocupar no mundo’, disse.

O líder conservador anunciou também que a partir de 1º de janeiro ele atualizará a previdência dos aposentados na Espanha, para que recuperem sua capacidade aquisitiva, que foi congelada pelo atual Governo socialista em uma de suas medidas mais controversas.

Mas ele advertiu que esta será ‘a única verba que será revisada em alta’, a ‘única e exclusiva’. EFE