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Rainha da Dinamarca acredita que é ‘dever de sua vida’ seguir no trono

Copenhague, 10 jan (EFE).- A rainha Margarida II da Dinamarca considerou nesta terça-feira ‘um dever de sua vida’ seguir no trono, a poucos dias de completar quatro décadas como chefe de Estado do país.

‘É inerente ao cargo que se tem, é sua própria essência’, disse em entrevista coletiva Margarida II, de 71 anos, que acrescentou que a condição de rainha é uma ‘obrigação’ com a qual está ‘muito à vontade’.

A monarca dinamarquesa subiu ao trono com a morte de seu pai, Frederico IX, em 15 de janeiro de 1972. Quase 40 anos depois, a rainha lembrou seu nervosismo naquele dia e como pensou ‘que precisava provar que podia assumir o cargo’.

‘Acho que sei mais sobre a vida das pessoas comuns do que muitos pensam’, disse em entrevista coletiva na qual estava muito risonha e falou em quatro idiomas: dinamarquês, inglês, sueco e francês.

Margarida II ironizou o fato de se negar a ter um telefone celular e admitiu que sua família brinca com ela por sua falta de apego às novas tecnologias.

Horas antes da entrevista coletiva, a rainha, acompanhada por outros membros da família real, participou de uma recepção no Parlamento que abriu o programa de atos que terminará no final de semana, quando forem completados os 40 anos de sua coroação.

Os 12 deputados da coalizão Lista Única, assim como uma deputada do Partido Radical Liberal, um dos membros da coalizão no poder, se ausentaram da recepção.

‘Achamos profundamente antiquado e uma expressão de um pensamento antidemocrático ter um sistema onde esses títulos são herdados. Queremos trocá-lo e enquanto seguir existindo não participaremos de atos de homenagem simbólica à realeza’, afirmou Per Clausen, porta-voz parlamentar da Lista Única.

O programa de atos do aniversário continuará nesta terça-feira com a inauguração de duas exposições sobre a rainha, enquanto no sábado ela e seu marido percorrerão em carreata o centro de Copenhague até chegar à prefeitura, onde serão recebidos pelo prefeito. EFE