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Radicais islâmicos atacam hotel na Somália

Os terroristas do grupo Al Shabab explodiram um carro bomba em frente ao prédio na capital Mogadíscio e depois atiraram contra as pessoas, deixando pelo menos seis mortos

Militantes islâmicos atacaram um movimentado hotel em Mogadíscio, capital da Somália, nesta sexta-feira, e mataram pelo menos seis pessoas. O grupo de atiradores invadiu o local durante a tarde, após a explosão de um carro bomba em frente ao prédio do hotel. Forças de segurança travaram uma batalha contra os terroristas, que continuou até a noite. O grupo Al Shabab, ligado à Al Qaeda, emitiu uma nota assumindo responsabilidade pelo ataque.

A investida começou por volta das 17 horas locais (13 horas de Brasília), com a explosão do carro bomba na porta do hotel, declarou a testemunha Aden Hussein. Os terroristas então entraram no local, atirando contra os presentes. Um dos extremistas, que usava um cinto com detonadores, causou uma explosão que deixou muitos estragos. “O hotel está agora totalmente sob controle dos militantes”, disse à agência Reuters o major Ismail Olow, da polícia de Mogadíscio, que estava no local. “Militantes Al Shabab estão no topo do prédio e dentro do hotel. A entrada não é fácil para nós”, completou.

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O hotel, localizado em uma avenida próxima ao palácio presidencial, é muito procurado por autoridades, jornalistas e empresários. Um porta-voz dos terroristas, Sheikh Abdiaziz Abu Musab, afirmou que o grupo conduziu a operação contra espiões e oficiais do governo.

O Al Shabab foi retirado da capital por forças de paz africanas em 2011, mas fez uma série de ataques com armas e granadas, tentando tomar o governo e impor sua versão rígida da sharia (lei islâmica) no país. Uma ofensiva feita no ano passado pelas forças da União Africana, junto com o Exército da Somália, levou o grupo para fora de suas fortalezas no sul e centro da Somália, enquanto ataques com aeronaves não tripuladas dos Estados Unidos mataram alguns dos seus líderes.

Apesar da campanha militar, o Al Shabab continua agindo, muitas vezes com poder efetivo, usando tropas armadas e bombas na capital e em outras cidades. O grupo também atacou outros países do Chifre da África que apoiam a missão da União Africana, como o Quênia e a Etiópia.

(Da redação)