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Quirguistão confirma 68 mortes

Por Giancarlo Lepiani 25 ago 2008, 06h22

Com agência France-Presse

Sessenta e oito pessoas morreram no acidente com um Boeing-737 da companhia Itek Air que se dirigia a Teerã e caiu neste domingo, pouco depois de decolar, nas proximidades do aeroporto de Biskek, capital do Quirguistão. O acidente acontece quatro dias apenas da tragédia aérea com um aparelho da companhia Spanair em Madri.

“Segundo nossas últimas informações, 68 passageiros morreram”, informou Rosa Daudova, porta-voz do primeiro-ministro do Quirguistão, Igor Tchoudinov. Pouco antes, o Ministério da Saúde falava em 65 mortos. A causa da queda não foi divulgada pelas autoridades locais, que prometem investigar o motivo da tragédia.

“O Boeing-737 chegou a decolar; depois sofreu uma despressurização brutal. Fez um pouso de emergência em um campo não distante da pista e pegou fogo. Não houve explosão”, disse o primeiro-ministro Igor Tchoudinov. “O aparelho, construído em 1979, estava em bom estado, tendo passado por um controle há um mês”, explicou.

O avião decolou às 20h30 no horário local, pediu para pousar cinco minutos depois e efetuou aterrissagem de emergência às 20h40. A Itek Air figura na lista negra das companhias aéreas proibidas pela União Européia, mas o avião havia sido alugado pela companhia iraniana Aseman Airlines, informou a rádio local.

Estrangeiros – O porta-voz da aviação nacional iraniana, Reza Jafarzadeh, confirmou que o avião se dirigia a Teerã e desmentiu que estivesse a serviço da Aseman, afirmando que voava pela companhia Kirghiz Airlines, noticiou a agência iraniana Irna. No total, 51 estrangeiros estavam a bordo, entre eles iranianos, chineses e turcos.

“Mais de 20 pessoas foram hospitalizadas no Instituto de Traumatologia, duas delas em estado muito grave”, declarou por telefone Elena Baialinova, porta-voz do ministério, que citou o ministro Marat Mambetov. Os sete tripulantes sobreviveram ao desastre, considerado a pior catástrofe aérea do Quirguistão desde a independência.

Militares americanos da base aérea de Manas concederam ajuda “enviando ao local bombeiros e pessoal médico”, declarou por telefone uma representante da base, Aïgoul Karemchakova. Na quarta, um avião da companhia espanhola Spanair caiu ao decolar do aeroporto da capital espanhola, causando a morte de 154 pessoas.

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