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Quênia: justiça confirma vitória de Uhuru Kenyatta na presidência

Raila Odinga, seu adversário nas eleições, havia pedido impugnação do resultado, alegando irregularidades durante o pleito

Por Da Redação - 30 Mar 2013, 12h59

A Suprema Corte do Quênia confirmou neste sábado a vitória de Uhuru Kenyatta nas eleições presidenciais. Seu rival e primeiro-ministro, Raila Odinga, havia pedido impugnação do resultado depois de receber 43,28% dos votos – Kenyatta ganhou com 50,07% da preferência -, alegando irregularidades cometidas durante o pleito. O pedido foi rejeitado por unanimidade.

As eleições, realizadas no dia 4 de março, foram as primeiras desde 2007, quando uma onda de violência deixou 1.300 mortos e 600.000 exilados. Neste ano, o pleito foi elogiado por observadores internacionais, que indicaram que ele ocorreu de “maneira livre e justa”, cumprindo a Constituição, como ressaltou o presidente do Tribunal, Willy Mutunga, ao anunciar a confirmação de Kenyatta, que tomará posse no dia 9 de abril.

Irregularidades – Durante as eleições, Odinga, líder da Coalização para a Reforma e a Democracia (CORD), acusou as eleições de serem fraudulentas, dizendo que o número total de votos excedia o número de pessoas que constavam no registro eleitoral. A Comissão Eleitoral Independente (IEBC) descobriu que o sistema eletrônico tinha uma falha e multiplicava alguns votos por oito. A apuração foi reiniciada manualmente devido aos erros no computador.

Ao contrário do que fez em 2007, quando também rejeitou o resultado e pediu que seus seguidores se mobilizassem, Odinga falou, em entrevista coletiva neste sábado, que respeita a decisão da Suprema Corte. “Espero que o governo entrante tenha fidelidade à Constituição pelo bem de nosso povo. Nesse sentido, desejo o melhor ao presidente eleito, Uhuru Kenyatta, e a sua equipe”, disse. “O futuro do Quênia é promissor. Mantenhamo-nos unidos como nação. A justiça é nosso escudo e nossa defesa”, acrescentou.

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Crimes contra a humanidade – A violência das eleições de 2007 também acompanham a história de Kenyatta. O político é acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de crimes contra a humanidade, por, supostamente, ter incitado e financiado a violência pós-eleitoral nas últimas eleições. Apesar de gozar de grande popularidade em seu país, ele não tem a mesma sorte com diplomatas de países ocidentais, como Reino Unido, França e Estados Unidos.

Uhuru Kenyatta é filho de Jomo Kenyatta, primeiro presidente do Quênia após sua independência, entre 1964 e 1978. O recém-eleito presidente será o quarto chefe de Estado do país, meio século depois de seu pai assumir o poder.

(Com agência EFE)

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