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Quênia bombardeia acampamento terrorista na Somália

Segundo o Exército queniano, o local foi usado para treinar os terroristas que atacaram o shopping Westgate

Por Da Redação - 1 nov 2013, 07h12

O Exército do Quênia revelou nesta sexta-feira que lançou um ataque aéreo sobre um acampamento do Al Shabab na Somália – e cerca de 300 membros da milícia islâmica radical somali “podem ter morrido”. As Forças de Defesa do Quênia (KDF, sigla em inglês) afirmaram também que o campo de treinamento na região de Dinsoor, no centro da Somália, foi o local utilizado para formar os terroristas que atacaram o shopping Westgate em Nairóbi, em setembro.

“As Forças de Defesa do Quênia realizaram uma ofensiva aérea em um reduto do Al Shabab na região de Dinsoor na Somália”, detalhou o relatório divulgado elo Exército queniano. A ofensiva destruiu “completamente” o campo de treinamento do Al Shabab, prossegue o relatório. No momento do bombardeio, havia no acampamento cerca de 300 milicianos, “muitos dos quais podem ter morrido, enquanto outros teriam ficado feridos”, asseguraram as Forças de Defesa do Quênia. “Os terroristas de Westgate receberam treinamento neste acampamento”, afirmaram.

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O ataque complementa as operações desenvolvidas pelo governo da Somália e outras forças aliadas para “acabar com o restante do Al Shabab”. O grupo radical islâmico se responsabilizou pelo ataque ao shopping center Westgate, entre os dias 21 e 24 de setembro, que causou pelo menos 72 mortes (61 civis, seis soldados quenianos e cinco terroristas), segundo números oficiais.

Pelo menos 23 pessoas continuam desaparecidas após o ataque, informou a Cruz Vermelha do Quênia. O Al Shabab, que afirma estar vinculado à Al Qaeda, exige a retirada das tropas da AMISOM, das quais participa o Quênia, da Somália, onde tentam tomar o governo e implantar e o radicalismo islâmico.

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A Somália vive em um estado de guerra civil e caos desde 1991, quando o ditador Mohammed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem governo efetivo e nas mãos de milícias islâmicas, senhores da guerra e organizações de criminosos armados.

(Com agência EFE)

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