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Quem é o alvo preferido de Trump na campanha de 2026, com quase 900 menções

Presidente dos EUA responsabiliza adversário por problemas que vão da inflação à política externa e à falta de munições militares

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 set 2026, 12h47 | Atualizado em 22 set 2026, 11h00
Quem é o alvo preferido de Trump na campanha de 2026, com quase 900 menções Priorize VEJA no Google

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou Joe Biden pelo menos 890 vezes desde o início deste ano, mantendo o antecessor democrata no centro de seus discursos a poucas semanas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, quando boa parte do Congresso será renovada. Uma análise da agência de notícias Reuters identificou referências ao ex-presidente democrata em quase 200 eventos e entrevistas, além de cerca de 190 publicações na rede Truth Social — uma média de três menções por dia.

Trump responsabiliza seu antecessor por problemas que vão da inflação à política externa e à falta de munições militares. Das menções contabilizadas desde janeiro, pelo menos 210 estavam relacionadas à economia, 168 à imigração e 138 a questões internacionais e de segurança nacional.

A insistência ocorre em meio à campanha republicana para preservar o controle do Congresso e enquanto o republicano enfrenta queda nos índices de aprovação.

Os democratas “proporcionaram a vocês quatro anos de desastre, caos e morte sob o comando do sonolento Joe Biden”, disse Trump durante a convenção republicana de meio de mandato em Dallas.

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A tática reflete o esforço de Trump para manter os americanos focados nos fracassos percebidos durante a administração anterior, e não nas preocupações dos eleitores sobre sua própria presidência.

“Donald Trump sempre precisa de um contraponto, e é melhor ter uma pessoa específica do que um partido”, disse à Reuters o estrategista republicano Ryan Williams. “Ele fez isso durante todo o seu mandato. Pode usar essa estratégia para tentar desviar a atenção de quaisquer problemas que esteja enfrentando no momento.”

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Biden, de 83 anos, se retirou em grande parte da vida pública enquanto enfrenta um câncer de próstata em estágio 4. No início do mês, o democrata afirmou que a radioterapia que realizou no ano passado “funcionou como esperado” e que a doença foi controlada.

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Menções a Biden

A economia é o assunto em que Trump mais recorre ao nome do antecessor. Depois de afirmar em fevereiro que assumia a responsabilidade pelo desempenho econômico do país, o republicano passou a atribuir a Biden os problemas relacionados ao custo de vida. Na semana passada, escreveu na Truth Social que os aumentos de preços nos Estados Unidos haviam sido provocados pelo governo anterior. 

A imigração aparece em segundo lugar. O ocupante do Salão Oval afirma repetidamente que as políticas adotadas por Biden permitiram níveis recordes de entradas irregulares pela fronteira com o México e usa esse argumento para defender a ampliação de sua campanha de deportações. 

Biden também é citado quando Trump trata das guerras no Irã e na Ucrânia. O presidente acusa o democrata de ter sido pouco rigoroso com Teerã e já atribuiu ao envio de armamentos americanos para a Ucrânia durante o governo anterior parte da escassez de munições enfrentada pelos Estados Unidos. Ainda segundo a análise da Reuters, Trump recorreu ao democrata ao falar de crises internacionais pelo menos 138 vezes neste ano.

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