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Queda de prédio gera incertezas no mercado imobiliário da Flórida

Autoridades avaliam se outras construções correm risco de desabar

Por Eduarda Gomes Atualizado em 6 jul 2021, 20h49 - Publicado em 7 jul 2021, 07h01

O mercado imobiliário do litoral de Miami está repleto de incertezas. Depois do desabamento do prédio Champlain Towers South, em Surfside, Miami, no dia 24 de junho, proprietários e compradores têm dúvidas se esse é o melhor momento para fazer novos negócios.

O desastre gerou um impulso para aumentar a supervisão dos edifícios que ficam na área litorânea do estado. O governo de Miami e outros locais próximos já ordenaram que centenas de prédios entreguem avaliações da condição estrutural de imóveis construídos décadas atrás. Seguradoras norte-americanas também notificaram proprietários de condomínios para que apresentassem provas de que suas construções haviam sido aprovadas nas inspeções.

Em North Miami Beach, os moradores das 156 unidades de um prédio construído em 1972 tiveram cerca de uma hora para deixar o local depois que autoridades determinaram seu fechamento por causa de uma avaliação que registrou rachaduras e corrosão na estrutura do edifício. Outros prédios avaliados mostraram pilares com rachaduras e garagens com tetos remendados. Além disso, as construções litorâneas mais antigas sempre sofreram com ameaças recorrentes de furacões e com os efeitos da mudança climática.

O prefeito de Surfside pediu uma revisão completa no edifício Champlain Towers North, que pertence ao mesmo condomínio do que o que desabou, para avaliar a vulnerabilidade da construção. Ele afirmou que os dois prédios são praticamente iguais, construídos pela mesma empresa e provavelmente com os mesmos materiais. As autoridades locais estão até ajudando famílias que não querem mais ficar lá a se realocarem.

Os imóveis dessa região sempre tiveram que contar com os custos adicionais para cuidar das construções próximas ao mar, como sedimentos em movimento, subsidência e o efeito corrosivo da água salgada. Mas pesquisadores imobiliários locais afirmam que os proprietários estão mais propensos a investir em melhorias estéticas do que nas estruturais, que são caras e não são totalmente visíveis a olho nu.

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