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Québec realizará eleições e possível nova consulta independentista

Por Da Redação 1 ago 2012, 16h23

Toronto (Canadá), 1 ago (EFE).- A província de Québec realizará eleições no dia 4 de setembro com o Partido Quebequense (PQ) na frente das pesquisas e diante de uma possível convocação de uma nova consulta independentista.

O primeiro-ministro de Québec, o líder do Partido Liberal, Jean Charest, dissolveu hoje a Assembleia Nacional e convocou eleições para 4 de setembro com a esperança de conseguir sua quarta vitória consecutiva nas eleições provinciais.

No entanto, uma enquete divulgada nesta quarta-feira indica que o Partido Quebequense, de Pauline Marois, tem o apoio de 33% da população da província francófona, enquanto o Partido Liberal, de Charest, apresenta 31%.

Em terceiro lugar está um novo partido, o Coalition Advir Québec (CAQ), com 21% de apoio popular.

A pesquisa, realizada pela empresa Market Leger, tem uma margem de erro de 2,4%, o que coloca os dois principais partidos quase em empate técnico.

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Ao contrário das últimas eleições provinciais, realizadas em 2008, quando o PQ deixou de lado a questão da defesa da soberania, desta vez Pauline é ambígua na hora de responder se convocará um novo referendo independentista no caso de ganhar a votação. Ela disse que ‘mantém a agenda aberta’ para esta questão.

Os quebequenses foram convocados duas vezes para expressar seu desejo de renegociar sua relação com o resto do Canadá, a primeira vez em 1980.

A última vez foi em outubro de 1995, quando 50,58% disseram não para a soberania do estado. A apertada vitória dos federalistas na ocasião só aconteceu após uma intensa campanha por parte de Ottawa horas antes da abertura dos colégios eleitorais, depois das enquetes mostrarem o favoritismo dos partidários da independência durante várias semanas.

Após a consulta, o PQ modificou sua política e disse que não convocaria um novo referendo até que ocorressem as condições para uma vitória da independência.

Pauline afirmou na quarta-feira que o PQ terá que trabalhar para convencer à população do Québec de que seus interesses serão defendidos melhor localmente do que por Ottawa.

Charest enfrenta um profundo desgaste provocado por acusações de corrupção em seu governo, que está sendo investigado oficialmente, e também pelas manifestações estudantis contra o aumento das taxas universitárias, que se transformaram em um amplo movimento de protesto. EFE

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