‘Que pergunta estúpida’: Trump se irrita com questionamento sobre uso de arma nuclear contra Irã
Mais cedo, presidente americano ameaçou atingir Teerã 'com força' em meio à retomada dos ataques de ambos os países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se incomodou com uma pergunta feita por uma repórter nesta segunda-feira, 31. A jornalista perguntou se o republicano cogitaria usar uma arma nuclear contra o Irã, ao que o ocupante do Salão Oval respondeu: “Que pergunta estúpida”.
“Não há motivo nenhum para isso. Eles estão aí, totalmente derrotados militarmente. Então, não. Eu os derroto e deveria usar uma arma nuclear?!”, complementou Trump.
Mesmo demonstrando postura confiante diante de questionamentos, o presidente norte-americano não alcançou nenhum de seus objetivos traçados desde o início da guerra, que começou com um ataque coordenado entre EUA e Israel contra Teerã.
Mais cedo, Trump ameaçou atingir o Irã “com força”, em meio à retomada dos ataques de ambos os países. “Vamos atingi-los com força”, disse o republicano a um repórter da Fox News. “Haverá uma resposta”, completou.
Ainda hoje, o ocupante do Salão Oval escreveu em sua plataforma Truth Social que o Irã é “oficialmente uma nação fracassada”. “Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, não têm moeda, não estão pagando seus soldados nem a polícia, a inflação está em 300% e seus dirigentes encontram-se em caos total e são incapazes de representar adequadamente o país”, afirmou.
As declarações de Trump se dão após Masoud Pezeshkian, o presidente iraniano, viajar ao Quirguistão para uma cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), um bloco que, com o presidente russo, Vladimir Putin, e o chinês Xi Jinping, busca ser uma influência alternativa diante do Ocidente.
Durante a cúpula, Pezeshkian defendeu o diálogo. “Continuamos nos empenhando para encontrar um caminho de acordo e entendimento e consideramos que manter a guerra não está em nosso interesse nem no interesse da região”, declarou.
Retomada das hostilidades
A cúpula no Quirguistão ocorre em meio à retomada de grandes ataques americanos contra forças iranianas pela primeira vez neste mês. Washington afirmou que os bombardeios de domingo 30, que atingiram lançadores de foguetes iranianos na pequena ilha de Larak, tinham como objetivo impedir que o Irã instalasse mais minas marítimas no Estreito Ormuz, poucos dias após anunciar que havia concluído a limpeza de explosivos na região. Trump insiste que seu país tem “controle total” da rota marítima e chegou a afirmar que o local era território dos Estados Unidos.
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O Irã respondeu com ataques à Jordânia e aos Emirados Árabes Unidos, que teriam como alvo forças americanas, segundo Teerã.
Nas semanas anteriores, as hostilidades haviam perdido intensidade. O governo americano havia privilegiado a “guerra econômica” em vez dos bombardeios contra o Irã, apesar das trocas esporádicas de tiros na região. O objetivo da chamada “Operação Pária Econômico”, lançada na segunda-feira passada, é isolar a nação persa do resto do mundo por meio de sanções secundárias, aquelas que atingem os parceiros comerciais de diplomáticos de Teerã.







