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Quatro trabalhadores ficam presos em mina no Equador

O acidente ocorreu após o resgate histórico de 33 operários no Chile

Quatro trabalhadores equatorianos ficaram presos a 150 metros de profundidade numa mina de ouro no sul do país, anunciou o governo, nesta sexta-feira. No Chile, um mineiro morreu esmagado por uma pedra, na região litorânea de Valparaíso. Os incidentes ocorrem no momento em que autoridades de vários países repensam as condições de segurança para a prática deste tipo de atividade, após o resgate histórico de 33 trabalhadores, na mina San José, no deserto do Atacama.

No Equador, o acidente aconteceu na madrugada desta sexta, em uma mina da empresa Minesadco, na região de Portovelo, 400 quilômetros ao sul de Quito. A entrada do local foi bloqueada após um deslizamento.

As autoridades não deram detalhes sobre a situação dos mineiros presos. Inicialmente acreditava-se que um dos trabalhadores era peruano. Mas, em seguida, o subsecretário de Mineração do Equador, Jorge Espinosa, garantiu que todos são equatorianos. Quando perguntado se os mineiros sairiam vivos após o acidente, ele respondeu: “Não sabemos”.

Trabalhadores da mina disseram à mídia local que o lugar onde os colegas estão presos mediria 60 metros de comprimento por 2,0 de altura e 2,5 metros de largura, e teria túneis para entrada de ar e água. No entanto, os buracos aparentemente estariam fechados.

No Chile, um mineiro morreu esmagado ao ser atingido quando trabalhava em uma jazida a 1.000 metros de profundidade, na noite de quinta-feira, em Valparaíso. Ele se chamava Roberto Benítez Fernández e tinha 26 anos.

Segurança – Os dois incidentes ocorrem em meio às discussões em vários países sobre a segurança no trabalho em minas. A polêmica surgiu por causa do resgate histórico de 33 mineiros chilenos após 69 dias soterrados a uma profundidade de quase 700 metros.

Na última quinta-feira, o presidente chileno, Sebastián Piñera, prometeu que nunca mais as pessoas terão permissão para trabalhar “em condições tão inumanas” em seu país. “Não podemos garantir que não haverá mais acidentes. Mas podemos garantir que nunca mais se trabalhará em condições tão desumanas como na mina San José”, afirmou.

(Com Reuters)