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Quatro de cada dez franceses que se juntaram ao EI em 2015 são mulheres

Apesar do grande número de estrangeiros recrutados pelo grupo, o Estado Islâmico está enfrentando um retrocesso em suas conquistas de território na Síria e no Iraque

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 21h15 - Publicado em 20 jan 2016, 17h34

Quatro de cada dez franceses que partiram para Síria ou Iraque em 2015 para se unir às fileiras do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) são mulheres, revelou nesta quarta-feira a emissora BFM TV. Também segundo o canal de televisão, a maior parte dos cidadãos que deixam a França em direção ao Oriente Médio são jovens doutrinados pela internet.

Dos 315 franceses que no ano passado decidiram ingressar na “guerra santa” (jihad), 140 são mulheres. Calcula-se que 220 francesas integram hoje a organização terrorista, que atualmente conta com 600 membros vindos da França. “Elas não estão especialmente seduzidas pelo combate em si, mas pelo aspecto matrimonial, ou seja, encontrar um marido que elas imaginam confiável, seguro”, explica o psicanalista e especialista em jihadismo Patrick Amoyel.

Esse fenômeno não é recente, mas, segundo a emissora, houve um aumento em 2015. Além da questão matrimonial, a inclusão de mulheres em propagandas do EI também ajuda a explicar o crescimento. Um exemplo é Hasna Aitboulahcen, prima do mentor dos ataques de novembro em Paris, Abdelhamid Abaaoud, que ajudou os terroristas a encontrarem um apartamento para se refugiar.

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Retrocesso do EI – Nesta quarta-feira, autoridades de membros da coalização internacional que combate o grupo, afirmaram que o Estado Islâmico está enfrentando um retrocesso em suas conquistas de território na Síria e no Iraque. Ministros da Defesa de Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Austrália, Itália e Alemanha anunciaram que suas intervenções contra o grupo estão sendo bem-sucedidas, mas pediram mais ações para “aumentar o esforço com uma estratégia militar coerente”.

Para intensificar a luta contra o grupo, os ministros da Defesa dos 26 países que formam a coalizão, mais o Iraque, se reunirão em três semanas em Bruxelas para aumentar as contribuições no combate ao EI, segundo antecipou o secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter. “Todos terão algo que apresentar em função de suas possibilidades para acelerar a derrota permanente do EI”, declarou o americano, que não informou a data exata da cúpula.

Carter falou junto com o ministro de Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, que indicou que “os bombardeios estão dando seus frutos e nas últimas semanas o EI retrocedeu”. “Mas eles se mantêm e por isso temos que melhorar a ação e continuar combatendo”, afirmou o ministro francês, ressaltando que a ação da coalizão se concentra nos centros de comando e coordenação de Raqqa e Mossul.

(Com agência EFE)

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