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Mais de 200 pessoas morreram após tentativa de golpe na Turquia

Erdogan fez um pronunciamento no início da manhã deste sábado no horário local e disse "90% da situação está controlada"

O caos instalado na Turquia após a tentativa militar fez dezenas de vítimas durante a noite e as primeiras horas deste sábado. O balanço divulgado pelas forças militares que apoiam o presidente Recep Tayyip Erdogan cita que 265 pessoas morreram, sendo 104 acusados de apoiar o golpe, 47 civis, 41 policiais e dois soldados do Exército que não apoiaram o golpe. Cerca de 2.800 foram presos e mais de 1.000 ficaram feridos.

Erdogan fez um pronunciamento no início da manhã deste sábado no horário local (meio da madrugada no Brasil) e disse que a tentativa de golpe militar não foi bem sucedida. Em Istambul, o presidente afirmou que está no comando do país, mas pediu à população que continue nas ruas. Um dos ministros do governo Erdogan diz que “90% da situação está controlada”.
Apesar do discurso que reivindica a vitória sobre os rebeldes, o presidente turco pediu à população que não deixe as ruas e praças até que a situação esteja resolvida.

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Ontem à noite, o presidente fez um pronunciamento através do telefone celular convocando as pessoas contra o golpe. A ação levou milhares de pessoas às ruas durante a madrugada contra os militares rebeldes. Enquanto convocava civis, o governo Erdogan colocou forças militares na rua para tentar impedir a ação rebelde. No início da manhã deste sábado, a televisão turca transmitiu ao vivo uma suposta rendição de um grupo de militares que interditou ontem, com a ajuda de tanques, uma das pontes que liga a área europeia à região asiática de Istambul sobre o Estreito de Bósforo.

Conflitos — O conflito entre um grupo de militares que apoia o golpe e forças leais ao governo Erdogan continuou durante toda a madrugada e, apesar de o governo reivindicar vitória sobre os golpistas, há relatos de conflitos no início desta manhã de sábado em algumas áreas, segundo informações da imprensa local.

Durante a madrugada, a imprensa turca citou que explosões foram ouvidas no Parlamento turco. O edifício teria sido alvo de bombas. Um porta-voz do grupo militar que apoia o presidente Erdogan informou que alguns soldados que apoiaram o golpe teriam feito alguns comandantes reféns e nem todos teriam sido liberados até o início da manhã deste sábado no horário de Brasília.

A tentativa de golpe aconteceu na noite de sexta-feira, quando um grupo de militares fechou duas pontes sobre o Estreito de Bósforo, o braço que liga as águas do Mar Negro e do Mar de Mármara e também separa regiões de Istambul entre o continente europeu e asiático. Após a interrupção do trânsito, tropas saíram às ruas e jatos militares começaram a sobrevoar Ancara. O grupo que liderou o golpe diz que a ação tem como objetivo “garantir a restauração da ordem, democracia direitos humanos e liberdades”.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Bom dia Brasil.
    Muito triste tudo isto, na Turquia e na França.
    Tantos inocentes são atingidos.
    Entes e agentes do poder e/ou aqueles que querem tomá-lo, infelizmente, em grande parte, não merecem a humanidade, não são dignos do existir.
    Provocam atrocidades de todas as matizes na humanidade, tanto no poder quanto fora dele.

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  2. Aristides Dos Santos Dias

    Honestamente, foi o presidente turco quem deu um golpe contra o país e o exército ajudou no teatro. Turquia vai ajudar na implantação das idéias do EI ( califado): o islamismo ganha espaço e o país deixará de ser laico. Ganha a Sharia, com militares ajudando,encenando um golpe. Perde a oposição e a imprensa, o presidente vai aumentar a pressão, que já era grande, contra liberdade de expressão. Os militares fingiram, alguns pagaram com a vida, a população local, mídia e o mundo foram enganados.

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  3. Marinho Mail BR Gmail

    Quem ainda acredita nas matérias da Vrj!!!! Acho que somente os imbecis

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  4. Micky Oliver

    Podem ter certeza que se isso acontecer aqui no Brasil eu irei às ruas apoiar nosso Exército!!!

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  5. Porque não revelam os verdadeiros motivos do “golpe”? A Turquia está sobre o domínio de um regime anti-democrático que apoia e fornece armas ao EI.
    Isso parece as notícias internacionais da mídia “democrata” ao anunciar o afastamento da Dilma.
    Superficial e tendenciosa.

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