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Quase 1,5 milhão de pessoas vivem como reclusas no Japão após pandemia

Estudo mostra que grande número de 'hikikomori' começou a se afastar da sociedade devido a problemas de relacionamento e depois de perder empregos

Por Da Redação
3 abr 2023, 13h19

Uma pesquisa do governo do Japão revelou que quase 1,5 milhão de pessoas em idade ativa no país estão vivendo como reclusos sociais. Cerca de um quinto dos casos são atribuídos às pressões desencadeadas pela pandemia de Covid-19.

O estudo mostra que um grande número de “hikikomori” falou que começou a se afastar da sociedade devido a problemas de relacionamento e depois de perder ou deixar seus empregos. Entre eles, 20,6% disseram que mudaram o estilo de vida depois do período de isolamento social imposto pela pandemia.

“Hikikomori” são classificados como pessoas que se afastam da sociedade e escolhem passar todo o quase todo o tempo isolados em casa. Segundo a pesquisa, eles representam 2% das pessoas de 15 a 62 anos no Japão.

Os responsáveis pelo censo entrevistaram 30.000 pessoas entre 10 e 69 anos em todo o Japão em novembro de 2022. A pesquisa descobriu que pouco mais de um quinto dos entrevistados com idades entre 15 e 39 anos estava socialmente isolado de seis meses a menos de um ano.

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Entre a população isolada desses jovens, 20% disseram ter passado por problemas de relacionamento interpessoal, enquanto pouco mais de 18% citaram a pandemia como motivação para o isolamento. Na faixa etária de 40 a 64 anos, 44,5% disseram que seu comportamento foi desencadeado por deixar o emprego e 20,6% culpam a pandemia.

Para conter a propagação do vírus, o Japão não impôs bloqueios no estilo de vida dos residentes. Apesar de o país ter sido fechado para turistas, a população em si foi apenas instruída a evitar passeios desnecessários por longos períodos, e alguns empregadores e universidades incentivaram o trabalho remoto e o ensino à distância.

Houve uma queda dramática no tráfego de pessoas nas normalmente lotadas ruas japonesas. O governo solicitou que restaurantes, bares e outros setores da economia noturna parassem de servir bebidas alcoólicas e fechassem as portas mais cedo.

Entretanto, o aumento do número de pessoas que vivem como reclusos preocupa os governantes e algumas autoridades locais tomaram medidas para conter o problema, como eventos de socialização, sejam eles presencialmente ou no “metaverso”.

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