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“Quando encontrar meu corpo, avise meu marido e minha filha”

Autoridades divulgam conteúdo de diário e mensagens no celular de mulher que se perdeu em uma trilha nos EUA. Seu corpo foi encontrado dois anos depois

Por Da Redação - 29 Maio 2016, 08h50

Em meados de 2013, uma enfermeira aposentada de 66 anos decidiu percorrer uma das trilhas de trekking mais longas dos Estados Unidos: a Appalachian Trail. Durante o percurso de 3,5 mil quilômetros, Geraldine Largay se perdeu e teve de enfrentar os desafios de sobreviver sozinha na floresta.

Apesar de todos os esforços das equipes de resgate, o corpo de Geraldine foi encontrado apenas em outubro de 2015, e o conteúdo de seu diário, divulgado nesta semana, mostra que a enfermeira continuou escrevendo mesmo após perder as esperanças de ser encontrada com vida.

A última mensagem escrita no caderno de capa preto encontrado com Geraldine – seu corpo estava no saco de dormir dentro de sua barraca – revela que ela havia aceitado seu destino.

“Quando encontrar meu corpo, por favor, avise meu marido George e minha filha Kerry. Seria uma enorme gentileza informá-los que eu morri e onde fui encontrada – não importa quantos anos isso leve”.

As mensagens também indicam que Geraldine sobreviveu por quase um mês – muito além do que estimaram os especialistas na época – antes de sucumbir à fome e ao frio.

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O relatório divulgado pelas autoridades do Maine incluem ainda mensagens de texto que Geraldine tentou mandar ao marido pelo celular, mas que não foram enviados por falta de sinal.

“Estou em apuros. Saí da trilha para ir ao banheiro e me perdi”, dizia uma das primeiras mensagens. “Perdida desde ontem. Fora da trilha 3 ou 4 milhas. Ligue para a polícia para saber o que devo fazer, por favor”, registrava outra.

Uma amiga que acompanhava Geraldine, mas teve de interromper a caminhada por problemas familiares, informou aos investigadores que a enfermeira tinha péssimo senso de direção. Segundo a amiga, ela havia saído da trilha algumas vezes antes e “se irritava com o próprio erro”.

Na época do desaparecimento, o médico de Geraldine contou que ela tomava remédios para controlar a ansiedade e sofria ataques de pânico se ficasse sem o medicamento.

A última foto de Geraldine (acima) foi tirada às 6h30 da manhã do dia 22 de julho. O registro foi feito por uma praticante de trekking que a conheceu em um refúgio da trilha e se encantou com a simpatia contagiante da colega. Quatro horas depois da foto, Geraldine se perdeu e nunca mais foi vista com vida.

(Da redação)

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