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Putin tentou ajudar Trump com ciberataques, aponta relatório

O documento publicado pelos serviços de Inteligência dos Estados Unidos confirmou a interferência russa nas eleições favorecendo o republicano

Por Da redação - 6 jan 2017, 20h23

Um relatório divulgado pelos serviços de Inteligência dos Estados Unidos nesta sexta-feira confirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, tentou ajudar Donald Trump a sair vitorioso na eleição de 8 de novembro. Os esforços foram conduzidos através de ciberataques e outros meio de propaganda, como a disseminação de notícias falsas.

De acordo com a investigação, encomendada pelo presidente Barack Obama, o Kremlin desenvolveu uma “clara preferência” pelo magnata. “Nós também definimos que Putin e o governo russo buscaram melhorar as chances do presidente eleito Trump quando possível, desacreditando a Secretária [Hillary] Clinton e publicamente contrastando ela de forma desfavorável em relação a ele”, indicou o relatório.

Parte da campanha para ajudar Trump consistiu nos ciberataques ao Comitê do Partido Democrata, além do vazamento de e-mails de pessoas importantes do partido, como o chefe de campanha John Podesta. Segundo o relatório, os últimos meses representaram um “aumento significativo” nos esforços russos para prejudicar a “ordem democrática liberal dos Estados Unidos”.

Autoridades da Rússia negam as acusações de qualquer esforço para interferir na eleição americana, desde as primeiras denúncias feitas pelo Partido Democrata. O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, também insistiu que não teve contato com o país de Putin, apesar de ter publicado as centenas de documentos vazados sobre oficiais democratas.

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Esforço urgente

O relatório publicado nesta sexta foi divulgado momentos após Trump se reunir com os serviços de Inteligência americanos para um briefing de segurança. O encontro teve o objetivo de atualizar o presidente especialmente sobre os ciberataques russos durante a campanha eleitora.

Depois da reunião,  o republicano afirmou em nota que fará um “esforço urgente” para conter ataques cibernéticos no país, um avanço em relação a sua posição cética sobre o tema. Ainda assim, Trump não confirmou o envolvimento russo, nem admitiu que interferências afetaram o resultado do pleito.

“Ainda que Rússia, China, outros países, grupos e pessoas tentem, continuamente, invadir a estrutura cibernética das nossas instituições governamentais, empresas e organizações, incluindo o Comitê Nacional Democrata, não houve – absolutamente – qualquer efeito no resultado da eleição”, escreveu Trump, em comunicado.

 

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