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Putin tem maioria, diz porta-voz após protesto massivo

120.000 pessoas, segundo organizadores, pediram a saída do premiê do poder

Por Da Redação 25 dez 2011, 11h47

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, candidato à presidência nas eleições de 2012, “continua tendo o apoio da maioria” na Rússia, apesar do protesto que reuniu dezenas de milhares de pessoas nas ruas de Moscou neste sábado, declarou neste domingo o seu porta-voz, Dimitri Peskov.

“Enquanto político e candidato a presidente, Putin continua tendo o apoio da maioria”, declarou Peskov, em um primeiro comentário oficial após a manifestação, que segundo a oposição reuniu 120.000 pessoas – a polícia falou em 28.000. “Com relação às exigências dos manifestantes, sua posição foi ouvida. Nós a respeitamos. As pessoas que foram às ruas são parte importante da sociedade, mas estão em minoria”, destacou Peskov.

A oposição acusa o partido de Putin, Rússia Unida, de cometer irregularidades nas eleições parlamentares de 4 de dezembro, o que também foi sustentado por observadores internacionais, e exigiu a realização de uma nova votação, além da saída de Putin do poder – caso vença as eleições no próximo ano, o atual premiê pode comandar o Kremlin até 2024, levando em conta uma possível reeleição e o fato de o mandato presidencial ter aumentado para seis anos.

“É evidente que Putin é candidato à presidência além de qualquer competência”, acrescentou o porta-voz. Após a manifestação deste sábado, o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev afirmou que Putin devia deixar o poder imediatamente. “Eu aconselharei Vladimir Vladimirovitch (Putin) a partir agora”, afirmou o ex-dirigente comunista em declarações à rádio Eco, de Moscou. “Ele já teve três mandatos: dois como presidente (de 2000 a 2008) e um como primeiro-ministro. Três mandatos já bastam”.

Reformas – Na tentativa de acalmar os manifestantes,o governo russo prometeu mudanças no sistema político, anunciadas oficialmente na sexta-feira pelo presidente Dimitri Medvedev. A reforma inclui uma flexibilização das regras eleitorais e diminui o poder do Kremlin ao estabelecer a volta da eleição direta dos governadores regionais, suprimida em 2004. Desde então, os governadores são indicados pelo presidente russo. Neste sábado, a porta-voz de Medvedev, Natalia Timakova, afirmou as mudanças entrarão em vigor “rapidamente”.

(Com agência France-Presse)

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