Clique e assine a partir de 9,90/mês

Putin pede reação dura a ameaças contra suas tropas na Síria

Desde a derrubada de um de seus caças pela Turquia, o presidente russo reforçou os recursos da missão no país árabe

Por Da Redação - 11 dez 2015, 09h53

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira que os militares do país devem “destruir imediatamente” qualquer ameaça que possa atingir suas tropas na Síria. Os oficiais russos na base aérea síria foram reforçados com aeronaves e armas de defesa aérea após um caça de Putin ter sido derrubado pela Turquia, em 24 de novembro.

Moscou vem criticando a Turquia com frequência desde a queda do jato. Segundo o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, o avião russo invadiu o espaço aéreo da Turquia e sua tripulação não respondeu a diversas advertências enviadas pelos militares do país. A Rússia, por outro lado, alega que permaneceu o tempo todo em território sírio e que nenhum aviso chegou aos dois pilotos.

Durante uma reunião com a cúpula militar nesta sexta-feira, o presidente russo, sem citar a Turquia, disse que não vai admitir “novas provocações” e que os seus militares responderão a elas “da maneira mais dura”. Putin ainda afirmou que sua ação militar na Síria tem como objetivo proteger a Rússia de extremistas com base no país, que representam uma “clara ameaça” a Moscou.

Leia também:

Putin volta a acusar Turquia de “encher os bolsos” com petróleo roubado na Síria

No encontro, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, afirmou que desde que os ataques aéreos de Moscou na Síria começaram, os aviões de Putin realizaram 4 000 missões de combate contra o Estado Islâmico (EI) e destruíram cerca de 8 000 alvos terroristas. De acordo com Shoigu, O EI já controla quase 70% do país árabe.

Também nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlüt Çavusoglu, disse que o governo do país não tem “paciência ilimitada”, em referência às ameaças que a Rússia vem fazendo desde a queda do caça. “Desde que seu avião foi derrubado, a Rússia quer aproveitar todas as oportunidades. Reagimos como um país moderno e maduro. Mas nossa paciência não é ilimitada”, afirmou.

(Da redação)

Continua após a publicidade
Publicidade