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Putin pede que estados não ‘maquiem’ situação da Covid-19 na Rússia

'A situação no país não é simples, mas está sob controle', disse o presidente; País registrou recordes de mortes por dois dias seguidos

Por Da Redação 18 nov 2020, 15h11

Após a Rússia ter superado por dois dias seguidos o recorde de mortes diárias por Covid-19 em seu território, o presidente russo, Vladimir Putin, exortou nesta quarta-feira, 18, as autoridades regionais para que não tentem maquiar os números de casos e vítimas fatais.

“Em geral, a situação no país não é simples, mas está sob controle. Em algumas regiões da Rússia, a situação, digamos com clareza, é complexa”, declarou durante reunião virtual com o governo, na qual exigiu que as autoridades regionais sejam mais responsáveis.

Putin pediu para que, “de forma alguma, (as regiões) tentem maquiar a situação, pois é totalmente inadmissível se comportar como se tudo estivesse normal”.

Como a Rússia é uma federação, cada estado possui uma certa autonomia sobre medidas de combate à pandemia. Putin, no entanto, advertiu as lideranças regionais e disse que “ninguém está isento de cumprir esta responsabilidade pessoal”.

Ainda nesta quarta, a Rússia registrou, pelo segundo dia consecutivo, um novo recorde de mortes pelo novo coronavírus, ao mesmo tempo em que registrou uma menor quantidade de número de casos positivos.

Segundo o Ministério da Saúde do país, nas últimas 24 horas, foram notificados 456 mortes e 20.985 casos positivos. Ao todo, a Rússia soma 1.991.998 casos registrados, incluindo 34.387 mortes.

Na semana passada, o Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, em Moscou, e o Fundo Russo de Investimento Direto divulgaram que a vacina conta o novo coronavírus Sputnik V tem 92% de eficácia. A análise é baseada em resultados preliminares do estudo fase 3 que envolveu 40.000 participantes.

Os centros russos afirmaram ainda que a vacina se mostrou segura até o momento. “O estudo não revelou quaisquer eventos adversos inesperados. Alguns dos vacinados apresentaram eventos adversos de curto prazo, como dor no local da injeção, síndrome semelhante à gripe, incluindo febre, fraqueza, fadiga e dor de cabeça”, diz a nota. Vale ressaltar que os dados ainda precisam ser revisados por especialistas não envolvidos no estudo e publicados em uma revista científica.

A Sputnik V foi a primeira vacina no mundo a receber um registro de agência regulatória, em agosto, também na Rússia. A decisão permite que o imunizante seja aplicado na população. Na época, o anúncio gerou entre especialistas, já que os testes do coronavírus da fase 3 nem haviam começado. Também não haviam resultados publicados sobre as etapas anteriores.

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